Controle de Peso
Hormônios em Desequilíbrio: O papel do cortisol e da leptina na dificuldade de emagrecer
Você sente que faz tudo certo — dieta balanceada, exercícios frequentes, noites de sono (aparentemente) regulares — mas o ponteiro da balança simplesmente não se move? Essa frustração é comum e, muitas vezes, a culpa não é da sua falta de força de vontade, mas sim de uma sinfonia hormonal desafinada. A dificuldade de emagrecer pode estar diretamente ligada a dois protagonistas do nosso sistema endócrino: o cortisol e a leptina.
Quando esses dois hormônios entram em desequilíbrio, seu corpo entende que precisa “estocar” energia em vez de queimá-la. Neste artigo, vamos mergulhar fundo na ciência por trás desses hormônios e entender como você pode retomar o controle do seu metabolismo.
O que é a Leptina e por que ela causa dificuldade de emagrecer?
A leptina é frequentemente chamada de “hormônio da saciedade”. Produzida pelas células de gordura (adipócitos), sua função principal é sinalizar ao cérebro — especificamente ao hipotálamo — que você já tem energia estocada o suficiente e pode parar de comer.
Em um corpo funcionando perfeitamente, níveis mais altos de gordura corporal produzem mais leptina, o que deveria reduzir o apetite. No entanto, em casos de dificuldade de emagrecer, ocorre um fenômeno chamado resistência à leptina.
O Ciclo da Resistência à Leptina
Quando você tem um excesso de gordura corporal por muito tempo, os níveis de leptina permanecem constantemente altos. O cérebro, então, torna-se “surdo” ao sinal da leptina. Mesmo que você tenha gordura de sobra, seu cérebro pensa que você está passando fome. O resultado?
- Fome constante.
- Redução do gasto energético (metabolismo lento).
- Acúmulo de gordura abdominal.
Cortisol: O Hormônio do Estresse e a Gordura Abdominal
O cortisol é vital para a sobrevivência. Ele nos ajuda a responder a situações de perigo, controla a pressão arterial e reduz inflamações. O problema surge quando vivemos em um estado de estresse crônico.
Níveis elevados de cortisol de forma persistente são um dos principais fatores para a dificuldade de emagrecer. O cortisol alto estimula a liberação de glicose no sangue para fornecer energia rápida. Se essa energia não é usada (como em um estresse mental onde você está sentado em frente ao computador), o corpo secreta insulina para baixar o açúcar no sangue, e esse excesso é armazenado diretamente como gordura visceral.
A Conexão entre Cortisol e Desejos por Doces
Além do armazenamento de gordura, o cortisol alto altera a química cerebral, aumentando a busca por “alimentos de conforto”, geralmente ricos em açúcar e gorduras trans. Isso cria um ciclo vicioso onde o estresse gera fome, e a comida gera mais estresse metabólico.
Como o Desequilíbrio Hormonal Trava o Metabolismo
A interação entre cortisol e leptina é o que realmente agrava a dificuldade de emagrecer. O cortisol elevado pode aumentar a inflamação sistêmica, que é uma das causas principais da resistência à leptina.
Quando ambos estão desregulados, você enfrenta uma “tempestade perfeita”:
- Seu cérebro não recebe o sinal de saciedade (Leptina ineficaz).
- Seu corpo prioriza o armazenamento de gordura na região da barriga (Cortisol alto).
- Sua tireoide pode reduzir o ritmo para poupar energia.
Estratégias Práticas para Superar a Dificuldade de Emagrecer
Para vencer a dificuldade de emagrecer, não basta apenas contar calorias; é preciso regular o ambiente hormonal. Confira os pilares para reequilibrar o cortisol e a leptina:
1. Higiene do Sono
O sono é o momento em que a leptina é regulada. Dormir menos de 7 horas por noite eleva o cortisol logo pela manhã e reduz a sensibilidade à leptina, fazendo com que você coma cerca de 300 a 500 calorias a mais no dia seguinte sem perceber.
2. Alimentação Anti-inflamatória
Reduzir o consumo de açúcares refinados e óleos vegetais processados ajuda a diminuir a inflamação no hipotálamo, melhorando a resposta à leptina. Priorize:
- Ômega-3 (peixes, linhaça, chia).
- Fibras (vegetais crucíferos).
- Proteínas de alta qualidade em todas as refeições.
3. Gerenciamento de Estresse
Práticas como meditação, ioga ou até mesmo caminhadas na natureza ajudam a baixar os picos de cortisol. Se o cortisol não baixar, a dificuldade de emagrecer persistirá, independentemente da intensidade do seu treino.

O Papel do Exercício Físico Correto
Nem todo exercício é benéfico quando se tem cortisol alto. Exercícios cardiovasculares de longuíssima duração (como correr horas na esteira) podem elevar ainda mais o estresse do corpo.
Para quem enfrenta a dificuldade de emagrecer por motivos hormonais, o ideal é:
- Treino de Força (Musculação): Ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina e a queimar gordura em repouso.
- HIIT (Treino Intervalado de Alta Intensidade): Curta duração, eficaz para a regulação hormonal, desde que não ultrapasse 20-30 minutos.
Conclusão
Superar a dificuldade de emagrecer exige um olhar que vai além do prato. Entender que o cortisol e a leptina governam o seu metabolismo é o primeiro passo para parar de lutar contra o próprio corpo e começar a trabalhar a favor dele. Ao priorizar o sono, gerenciar o estresse e escolher alimentos que combatem a inflamação, você desbloqueia o potencial de queima de gordura que estava apenas “adormecido” por desequilíbrios hormonais.

FAQ: Dúvidas Comuns sobre Hormônios e Peso
Por que mesmo comendo pouco eu não emagreço?
Isso acontece geralmente devido à adaptação metabólica. Se seus hormônios como leptina e cortisol estão desregulados, seu corpo reduz o gasto calórico basal para “sobreviver” à restrição, resultando na dificuldade de emagrecer.
Como saber se meu cortisol está alto?
Sinais comuns incluem cansaço excessivo ao acordar, picos de energia à noite, acúmulo de gordura predominantemente na barriga, irritabilidade e lapsos de memória.
Existe suplemento para baixar o cortisol?
Alguns fitoterápicos chamados adaptógenos, como a Ashwagandha, podem auxiliar no equilíbrio do cortisol, mas devem ser usados sob orientação profissional.
A resistência à leptina tem cura?
Sim. Através de mudanças na dieta (redução de processados), melhora do sono e redução da gordura corporal total, o cérebro pode voltar a responder corretamente aos sinais de saciedade.

Controle de Peso
Jejum Intermitente e a Autocanibalização: O Guia Completo sobre Autofagia
Você já imaginou que seu corpo possui um “serviço de limpeza” interno capaz de reciclar componentes celulares velhos para gerar energia e saúde? Esse processo é cientificamente conhecido como autofagia, mas popularmente muitos se referem à relação entre o Jejum Intermitente e a Autocanibalização celular.
Embora o termo “autocanibalização” possa parecer assustador à primeira vista, ele descreve um dos mecanismos mais fascinantes e benéficos da biologia humana. Neste artigo, vamos explorar profundamente como o jejum prolongado ativa esse processo e quais são os impactos reais para a sua longevidade e bem-estar.
O Que é a Autofagia Celular?
A palavra “autofagia” deriva do grego e significa, literalmente, “comer a si mesmo”. Na medicina e na biologia, este é o processo pelo qual as células decompõem e reciclam seus próprios componentes. É um mecanismo de sobrevivência que permite que a célula limpe proteínas danificadas e organelas que já não funcionam bem.
Quando falamos sobre o Jejum Intermitente e a Autocanibalização, estamos tratando da ativação deliberada desse sistema de reciclagem. Em vez de deixar resíduos celulares se acumularem — o que está ligado a doenças como Alzheimer e câncer — o corpo utiliza esses detritos como combustível.
Como Funciona o Jejum Intermitente e a Autocanibalização?
O corpo humano opera em dois estados principais: o estado alimentado (anabólico) e o estado de jejum (catabólico). Quando comemos, a insulina sobe e o corpo foca no armazenamento de energia e crescimento. No entanto, quando entramos em um período prolongado sem ingestão de calorias, os níveis de insulina caem e um sensor celular chamado mTOR é desativado.
É nesse cenário de escassez que o Jejum Intermitente e a Autocanibalização entram em cena. A queda do mTOR e o aumento da proteína AMPK sinalizam para as células que é hora de “fazer uma limpeza”.
O Papel do Prêmio Nobel na Descoberta
A importância deste tema é tão grande que, em 2016, o cientista japonês Yoshinori Ohsumi recebeu o Prêmio Nobel de Medicina por suas descobertas sobre os mecanismos da autofagia. Ele demonstrou como as células reciclam seu conteúdo, validando cientificamente por que práticas milenares de jejum trazem tantos benefícios biológicos.
Os Principais Benefícios da Autofagia para a Saúde
Entender a conexão entre o Jejum Intermitente e a Autocanibalização permite visualizar benefícios que vão muito além da simples perda de peso.
1. Retardo do Envelhecimento (Longevidade)
A autofagia remove as proteínas “velhas” que causam o estresse oxidativo. Ao renovar as mitocôndrias (as fábricas de energia da célula), o corpo consegue manter tecidos mais jovens por mais tempo.
2. Prevenção de Doenças Neurodegenerativas
O acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro, como a beta-amiloide, é um precursor de doenças como o Alzheimer. A prática regular de jejum auxilia na “limpeza” dessas placas, protegendo os neurônios.
3. Fortalecimento do Sistema Imunológico
Ao “canibalizar” componentes celulares ineficientes, o corpo também elimina patógenos internos e células imunes senescentes (velhas), dando espaço para a produção de novas células de defesa.
4. Melhora da Sensibilidade à Insulina
O processo de renovação celular ajuda a otimizar os receptores de insulina, combatendo a resistência insulínica e auxiliando no controle do Diabetes Tipo 2.

Quanto Tempo de Jejum é Necessário para Ativar a Autofagia?
Esta é a dúvida mais comum. A autofagia não é um botão de “liga e desliga”, mas sim um gradiente. Ela está sempre ocorrendo em níveis baixos, mas aumenta drasticamente conforme o tempo de jejum avança.
- 12 a 16 horas: O corpo começa a esgotar o glicogênio hepático e inicia uma autofagia leve.
- 18 a 24 horas: É o “ponto ideal” para muitos praticantes, onde a autofagia se torna significativamente elevada.
- 48 horas ou mais: A renovação celular atinge picos máximos, mas jejuns deste comprimento devem ser feitos apenas com supervisão médica.
Portanto, ao planejar sua rotina de Jejum Intermitente e a Autocanibalização, o protocolo 16:8 (16 horas de jejum e 8 horas de janela alimentar) já oferece benefícios preliminares, mas períodos ligeiramente mais longos, como o protocolo 20:4 ou o OMAD (uma refeição por dia), intensificam o processo.
Dicas para Potencializar a Autofagia no Dia a Dia
Além do jejum, existem outras formas de estimular a “limpeza celular”:
- Exercício de Alta Intensidade (HIIT): O estresse físico causado pelo exercício demanda energia rápida, forçando a célula a reciclar componentes.
- Dieta Cetogênica: Ao mimetizar o estado metabólico do jejum (cetose), a dieta rica em gorduras e baixa em carboidratos mantém a via mTOR baixa.
- Sono de Qualidade: É durante o sono profundo que o sistema glinfático do cérebro realiza sua maior limpeza.
- Consumo de Polifenóis: Alimentos como café, chá verde e curcumina podem estimular vias relacionadas à autofagia.
Cuidados e Contraindicações
Embora a relação entre o Jejum Intermitente e a Autocanibalização seja benéfica, ela não é para todos em todos os momentos. Gestantes, mulheres em fase de amamentação, crianças, pessoas com histórico de transtornos alimentares ou indivíduos extremamente abaixo do peso devem evitar o jejum prolongado. Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar mudanças drásticas em seu padrão alimentar.
Conclusão
O Jejum Intermitente e a Autocanibalização representam uma ferramenta poderosa e gratuita para quem busca saúde celular e longevidade. Ao dar ao corpo o tempo necessário longe da digestão constante, permitimos que ele execute suas funções ancestrais de reparo e cura.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre Jejum e Autofagia
A autocanibalização celular faz perder massa muscular?
Não necessariamente. A autofagia foca em proteínas danificadas e organelas disfuncionais. O corpo protege a massa muscular através do aumento do hormônio do crescimento (HGH) durante o jejum, desde que você consuma proteínas suficientes em sua janela alimentar.
Café ou chá quebram a autofagia?
Café puro e chás sem açúcar ou adoçantes não quebram a autofagia. Na verdade, os polifenóis presentes nessas bebidas podem até potencializar o processo.
Posso tomar suplementos durante o jejum focado em autofagia?
Depende. Suplementos que contenham aminoácidos (como BCAA ou Whey) ativam a via mTOR e interrompem a autofagia. Prefira tomá-los durante a janela de alimentação.
Qual o melhor protocolo para quem está começando?
O método 16:8 é o mais sustentável para iniciantes. Com o tempo, você pode experimentar jejuns de 24 horas uma vez por semana para maximizar a limpeza celular.

Nutrição e Saúde
Ferro e Fadiga: Por que a anemia é um obstáculo no emagrecimento.
Muitas pessoas iniciam uma jornada de perda de peso com foco total na restrição calórica e nos exercícios intensos. No entanto, após as primeiras semanas, é comum surgir um cansaço extremo, falta de fôlego e uma estagnação inexplicável na balança. O que poucos sabem é que a anemia no emagrecimento pode ser a vilã oculta por trás desses sintomas.
O ferro não é apenas “mais um mineral”; ele é o combustível para o transporte de oxigênio no sangue. Sem ele, seu corpo entra em modo de economia de energia, dificultando a queima de gordura e sabotando sua performance física. Neste artigo, vamos explorar profundamente como a deficiência de ferro impacta seus resultados e o que fazer para reverter esse quadro.
O Que é a Anemia e Como Ela se Relaciona com a Perda de Peso?
A anemia ferropriva ocorre quando há uma deficiência de ferro suficiente para produzir hemoglobina, a proteína nos glóbulos vermelhos que transporta oxigênio para os tecidos. Quando falamos de anemia no emagrecimento, o problema geralmente surge de dietas extremamente restritivas que eliminam fontes importantes de ferro ou do aumento excessivo da demanda do corpo devido ao exercício físico sem a devida reposição.
O oxigênio é fundamental para a oxidação das gorduras (a famosa “queima de gordura”). Se os seus músculos e órgãos não recebem oxigênio de forma eficiente, o metabolismo desacelera. É um mecanismo de defesa: o corpo entende que não tem recursos para gastar energia e passa a conservá-la.
Por Que a Anemia no Emagrecimento Bloqueia Seus Resultados?
Existem três pilares principais que conectam a falta de ferro ao insucesso na balança:
1. Fadiga Crônica e Redução do NEAT
O NEAT (Non-Exercise Activity Thermogenesis) representa as calorias que queimamos com atividades que não são exercícios, como andar pela casa, gesticular ou manter a postura. Com a anemia no emagrecimento, você se sente tão exausto que, inconscientemente, se move menos ao longo do dia. Essa redução drástica no gasto calórico diário impede o déficit necessário para perder peso.
2. Diminuição da Performance nos Treinos
Para queimar gordura de forma eficiente, muitas vezes recorremos a treinos de alta intensidade ou musculação. No entanto, sem ferro, a recuperação muscular é lenta e a resistência é mínima. Você sente que o treino “não rende”, o que leva ao desânimo e, eventualmente, ao abandono da rotina de exercícios.
3. Alterações Metabólicas e Hormonais
A deficiência de ferro pode afetar a função da tireoide. Os hormônios tireoidianos são os grandes maestros do metabolismo. Se a produção desses hormônios é afetada pela falta de ferro, o corpo passa a queimar menos calorias em repouso, tornando o emagrecimento uma tarefa quase impossível.
Principais Sintomas da Deficiência de Ferro Durante a Dieta
É vital estar atento aos sinais que o corpo envia. Se você está tentando perder peso e apresenta os sintomas abaixo, pode estar sofrendo de anemia no emagrecimento:
- Cansaço extremo, mesmo após uma noite de sono;
- Pele pálida e unhas quebradiças;
- Queda de cabelo acentuada;
- Falta de ar ao subir uma escada ou fazer esforços leves;
- Desejo incomum de comer gelo ou substâncias não alimentares (pica);
- Mãos e pés constantemente frios.

Como Evitar e Tratar a Anemia no Emagrecimento
Manter o equilíbrio nutricional é a chave. Não basta comer menos; é preciso comer com estratégia. Aqui estão algumas orientações fundamentais:
Priorize o Ferro Heme e Não-Heme
O ferro heme, encontrado em carnes vermelhas, aves e peixes, é absorvido mais facilmente pelo organismo. Já o ferro não-heme, presente em vegetais como espinafre, lentilha e feijão, precisa de um “empurrãozinho” para ser absorvido.
O Poder da Vitamina C
Uma dica de ouro para evitar a anemia no emagrecimento é consumir uma fonte de vitamina C (como limão, laranja ou acerola) junto com refeições ricas em ferro vegetal. A vitamina C aumenta significativamente a biodisponibilidade do mineral.
Cuidado com os Inibidores de Absorção
Evite consumir café, chás pretos ou laticínios imediatamente após o almoço ou jantar. O cálcio e os polifenóis presentes nessas bebidas podem competir com o ferro, prejudicando sua absorção.
A Importância do Acompanhamento Médico
Muitas vezes, a alimentação sozinha não consegue reverter um quadro instalado de deficiência severa. O uso de suplementos de ferro deve ser feito estritamente sob supervisão médica, pois o excesso de ferro também é prejudicial à saúde e pode causar oxidação celular.
Exames de sangue periódicos (Hemograma completo e Ferritina) são essenciais para monitorar se a sua estratégia de perda de peso não está comprometendo seus estoques de minerais. Lembre-se: um corpo doente não emagrece, ele sobrevive.
Conclusão: Saúde Primeiro, Estética Depois
O sucesso a longo prazo no gerenciamento de peso depende de um metabolismo saudável e de níveis de energia estáveis. Ignorar a anemia no emagrecimento é como tentar dirigir um carro sem combustível e com os pneus vazios. Ao garantir que seus níveis de ferro estejam adequados, você não apenas facilita a perda de gordura, mas ganha mais disposição, clareza mental e qualidade de vida.
Se você sente que seu esforço não está sendo recompensado, pare e olhe para sua nutrição. Tratar a anemia pode ser a chave que faltava para destravar o seu emagrecimento de uma vez por todas.

FAQ – Perguntas Frequentes
Quem faz dieta Low Carb corre mais risco de ter anemia?
Não necessariamente. Se a dieta Low Carb incluir carnes e vegetais verde-escuros, o aporte de ferro costuma ser bom. O risco aumenta em dietas vegetarianas mal planejadas ou dietas de baixíssima caloria (VLCD) que excluem grupos alimentares inteiros.
Suplemento de ferro engorda?
Não. O ferro em si não possui calorias. O que acontece é que, ao tratar a anemia, a pessoa recupera o apetite e a energia. Se não houver controle alimentar, pode haver ganho de peso, mas o suplemento não é o causador direto.
Posso tratar a anemia no emagrecimento apenas com alimentação?
epende do nível de deficiência. Em casos leves e de prevenção, a alimentação estratégica resolve. Em casos de anemia instalada (ferritina muito baixa), a suplementação oral ou venosa costuma ser necessária.
Quanto tempo leva para o ferro melhorar o metabolismo?
Os níveis de energia começam a melhorar em 2 a 4 semanas de tratamento, mas a reposição total dos estoques de ferro (ferritina) pode levar de 3 a 6 meses.

Controle de Peso
Metabolismo Lento: A Relação Oculta entre Iodo, Selênio e a Tireoide
Você sente que, por mais que se esforce na dieta e nos exercícios, os resultados não aparecem? Aquela sensação de cansaço constante, retenção de líquido e dificuldade de concentração pode ter uma raiz comum: o metabolismo lento. Embora muitos culpem apenas a genética, a ciência nutricional moderna aponta que a saúde da tireoide é o verdadeiro motor da nossa taxa metabólica basal.
Neste artigo, vamos aprofundar como dois minerais essenciais — o iodo e o selênio — atuam como chaves mestras para “ligar” o seu corpo e por que a deficiência deles é um dos principais gatilhos para o metabolismo lento.
O Que é, de Fato, o Metabolismo Lento?
Muitas vezes, o termo metabolismo lento é usado de forma genérica, mas na fisiologia, ele se refere a uma redução na eficiência com que suas células convertem nutrientes em energia (ATP). A glândula tireoide, localizada na base do pescoço, é quem dita o ritmo desse processo.
Quando a tireoide não produz hormônios suficientes, ou quando esses hormônios não conseguem agir nas células, o corpo entra em modo de “economia de energia”. O resultado? Ganho de peso inexplicável, pele seca, queda de cabelo e a sensação persistente de lentidão.
O Papel Vital do Iodo na Produção Hormonal
O iodo é o “tijolo” fundamental dos hormônios tireoidianos. Sem ele, a glândula simplesmente não consegue fabricar o T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina).
- A Estrutura dos Hormônios: O nome T4 indica que existem 4 moléculas de iodo presas a uma proteína chamada tireoglobulina. O T3 contém 3 moléculas.
- A Deficiência Silenciosa: Embora o sal iodado tenha ajudado a reduzir o bócio, muitas mulheres apresentam níveis subótimos de iodo devido ao consumo excessivo de alimentos processados (que usam sal não iodado) ou dietas restritivas.
Sem iodo suficiente, a produção hormonal cai, sinalizando ao corpo para reduzir a queima calórica, instalando o quadro de metabolismo lento.
Selênio: O Maestro da Conversão Hormonal
Ter o hormônio T4 circulando é importante, mas não é o suficiente para acelerar o metabolismo lento. O T4 é um hormônio pró-ativo, ou seja, ele precisa ser convertido na sua forma ativa, o T3, para que suas células realmente “acordem”.
É aqui que entra o selênio. Este mineral é o componente principal das enzimas deiodinases, responsáveis por remover um átomo de iodo do T4 e transformá-lo em T3 ativo.
- Proteção Antioxidante: Além da conversão, o selênio protege a glândula tireoide contra o estresse oxidativo gerado durante a síntese hormonal.
- Prevenção de Autoimunidade: Níveis adequados de selênio estão associados a uma menor incidência de anticorpos que atacam a tireoide (como na Tireoidite de Hashimoto).

Por Que a Deficiência Combinada é um Perigo?
O iodo e o selênio trabalham em uma sinergia delicada. Consumir iodo isoladamente em altas doses sem níveis adequados de selênio pode ser prejudicial, pois o iodo aumenta a atividade da tireoide e, consequentemente, a produção de radicais livres. Se não houver selênio para neutralizar esse estresse, a glândula pode sofrer danos inflamatórios.
Essa inflamação crônica e silenciosa é uma das causas mais comuns de fadiga e do diagnóstico clínico ou subclínico de metabolismo lento.
Sinais de Alerta para a Saúde da Tireoide
Como saber se o seu metabolismo lento está ligado à nutrição da tireoide? Fique atenta a estes sintomas:
- Extrema sensibilidade ao frio (pés e mãos sempre gelados).
- Inchaço matinal (edema), especialmente no rosto e pálpebras.
- Intestino preso e digestão lenta.
- Memória “nublada” (brain fog).
- Unhas fracas e sobrancelhas ralas (perda do terço externo).
Como Otimizar a Dieta para Ativar a Tireoide
Para reverter o quadro de metabolismo lento, a estratégia nutricional deve focar na reposição consciente desses micronutrientes:
Fontes de Iodo
- Algas marinhas (nori, kombu).
- Peixes de água salgada e frutos do mar.
- Ovos (especialmente a gema).
Fontes de Selênio
- Castanha-do-pará (uma a duas unidades por dia costumam suprir a necessidade diária).
- Sementes de girassol.
- Carne bovina e frango orgânicos.
Dica de Especialista: Evite o consumo excessivo de “goitrogênicos” crus (como brócolis, couve e repolho) se você já tiver deficiência de iodo, pois eles podem interferir na absorção do mineral pela tireoide. Cozinhar esses vegetais neutraliza esse efeito.

FAQ: Dúvidas Comuns sobre Metabolismo e Tireoide
Comer apenas Castanha-do-pará resolve o metabolismo lento?
A castanha-do-pará é excelente fonte de selênio, mas o metabolismo lento é multifatorial. Ela ajuda na conversão hormonal, mas você também precisa garantir iodo, magnésio, zinco e uma dieta com densidade calórica adequada.
O sal marinho ou sal rosa têm iodo suficiente?
Geralmente não. O sal rosa do Himalaia e o sal marinho integral possuem minerais traços, mas a concentração de iodo é muito baixa comparada ao sal refinado iodado. Se você usa apenas sais gourmet, deve buscar iodo em outras fontes alimentares ou suplementação.
Exercício físico ajuda a “curar” o metabolismo lento por falta de nutrientes?
O exercício é fundamental, mas se a sua tireoide não tem os nutrientes básicos (iodo e selênio), o excesso de exercício pode, na verdade, aumentar o estresse oxidativo e piorar a fadiga. A nutrição deve vir primeiro.

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