Nutrição e Saúde

Diferença entre Lipedema e Linfedema

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Diferença entre Lipedema e Linfedema: Papel da Nutrição no Manejo

No universo feminino, duas condições médicas, muitas vezes confundidas, podem gerar dúvidas e angústias: o lipedema e o linfedema. Ambas afetam principalmente mulheres, causando alterações na distribuição da gordura corporal e no sistema linfático, impactando significativamente a qualidade de vida.

Estima-se que o lipedema atinja cerca de 11 a 17% da população feminina, enquanto o linfedema afeta entre 2% e 10% dos indivíduos, com maior prevalência em mulheres após cirurgias de mama ou radioterapia.

Compreender as nuances de cada doença e diferenciá-las com precisão é crucial para um manejo adequado e eficaz. Essa jornada em busca do bem-estar exige atenção individualizada, acompanhamento especializado e, acima de tudo, a busca por informações confiáveis.

Diferença entre Lipedema e Linfedema

No universo feminino, as doenças lipedema e linfedema podem gerar dúvidas e angústias, muitas vezes confundidas entre si. Compreender as diferenças entre essas condições é crucial para o manejo adequado e a busca pelo bem-estar.

Lipedema: Uma Teia de Gordura Dolorosa

O lipedema, também conhecido como lipodistrofia dolorosa ou síndrome da gordura dolorosa, se caracteriza pelo crescimento anormal de células adiposas em áreas específicas do corpo, principalmente nos membros inferiores (coxas, quadris e tornozelos).

Essa distribuição irregular da gordura confere às pernas um aspecto desproporcional em relação ao restante do corpo, semelhante à celulite, mas com características distintas. O lipedema é uma doença progressiva e dolorosa, podendo causar:

  • Gordura nodular: sensação de nódulos ou caroços sob a pele;
  • Dor: muitas vezes intensa, podendo comprometer a mobilidade;
  • Inchaço: principalmente nos membros inferiores;
  • Hematomas fáceis: formação de roxos com traumas leves;
  • Sensibilidade ao toque: sensação de desconforto ao toque na região afetada.

Linfedema: Quando o Sistema Linfático Falha

Já o linfedema se caracteriza pelo acúmulo anormal de linfa nos tecidos, resultando em inchaço progressivo, deformidade e outros sintomas como:

  • Sensação de peso: principalmente nos membros afetados;
  • Pele seca e rachada: maior suscetibilidade a rachaduras e descamação;
  • Suscetibilidade a infecções: maior risco de infecções na região inchada.

Ao contrário do lipedema, o linfedema tem uma causa definida: a obstrução ou o dano ao sistema linfático, que pode ser congênito (presente desde o nascimento) ou adquirido, geralmente após:

  • Cirurgias: principalmente cirurgias de mama ou radioterapia;
  • Radioterapia: tratamento contra o câncer;
  • Infecções: filariose, erisipela e outras infecções linfáticas.

Padrões Distintos: Uma Pista Crucial

Um ponto crucial para diferenciar lipedema e linfedema é o padrão de distribuição da gordura:

  • Lipedema: apresenta distribuição simétrica bilateral, ou seja, afeta ambos os lados do corpo de forma similar, com áreas poupadas (tornozelos, pés e mãos).
  • Linfedema: o inchaço é irregular, podendo afetar um ou ambos os membros, tronco e/ou face, dependendo da causa da obstrução linfática.

Diferenciar para Tratar: O Caminho para o Bem-Estar

A diferenciação precisa entre lipedema e linfedema é essencial para o sucesso do tratamento. Abordagens terapêuticas distintas são necessárias para cada condição, exigindo um plano individualizado e multidisciplinar que envolva acompanhamento médico, nutricional, fisioterapêutico e psicológico.

Compreender as nuances de cada doença e buscar informações confiáveis são os primeiros passos para trilhar o caminho em busca do bem-estar. Este guia te acompanhará nessa jornada, desvendando os mistérios do lipedema e do linfedema, te conectando com o conhecimento necessário para o manejo adequado e a conquista de uma vida plena.

Diferença entre Lipedema e Linfedema: Papel da Nutrição no Manejo

Qual a diferença entre lipedema e linfedema e o papel nutricional na manejo de ambas

Lipedema: Nutrindo o Bem-Estar

No universo do lipedema, a nutrição assume um papel crucial para reduzir a inflamação, controlar o peso corporal e melhorar a qualidade de vida. Uma abordagem individualizada, elaborada por um nutricionista experiente, é fundamental para atender às necessidades específicas de cada mulher.

Um cardápio rico em nutrientes:

  • Frutas, legumes e verduras: fornecem vitaminas, minerais e fibras essenciais para o bom funcionamento do organismo.
  • Grãos integrais: ricos em fibras, auxiliam na saciedade e regulam o intestino.
  • Proteínas magras: como frango, peixe, leguminosas e ovos, garantem a construção e reparo dos tecidos.

Limitar os vilões da inflamação:

  • Gorduras saturadas: presentes em carnes vermelhas, embutidos e laticínios integrais, devem ser consumidas com moderação.
  • Gorduras trans: encontradas em alimentos industrializados e frituras, devem ser evitadas.
  • Açúcares refinados: presentes em doces, refrigerantes e alimentos processados, contribuem para a inflamação e o aumento de peso.

Hidratação: A chave para a drenagem linfática:

Beber bastante água (pelo menos 2 litros por dia) é essencial para auxiliar na drenagem linfática e reduzir o inchaço.

Suplementos nutritivos:

Em alguns casos, a suplementação de ômega-3, vitamina D e antioxidantes pode ser recomendada pelo nutricionista para auxiliar no manejo do lipedema.

Linfedema: Nutrindo a Saúde do Sistema Linfático

Qual a diferença entre lipedema e linfedema

Para o linfedema, a nutrição tem como foco principal reduzir o edema (inchaço) e promover a saúde do sistema linfático.

Uma dieta estratégica:

  • Restrição de sal e sódio: o consumo excessivo de sal retém líquidos e piora o inchaço.
  • Proteínas adequadas: importantes para a reparação dos tecidos e o funcionamento do sistema imunológico.
  • Potássio: Seu aliado contra o inchaço: encontrado em banana, batata doce, espinafre e outras frutas e legumes.

Fora da lista de compras:

  • Alimentos processados e industrializados: geralmente ricos em sódio e conservantes que podem prejudicar o sistema linfático.
  • Comidas com alto teor de sódio: como molhos prontos, embutidos e enlatados.

Lembre-se:

  • A consulta com um nutricionista é fundamental para a elaboração de um plano alimentar individualizado e adequado às suas necessidades.
  • Alimentação saudável é apenas uma parte do tratamento do lipedema e do linfedema. Siga as orientações médicas e mantenha um estilo de vida ativo para alcançar o bem-estar completo.

Atividade Física: Movimento para o Bem-Estar

A atividade física regular é fundamental no manejo do lipedema e do linfedema, trazendo diversos benefícios como:

  • Redução do inchaço: melhora a circulação linfática e auxilia na drenagem de líquidos.
  • Controle do peso corporal: importante para o lipedema, contribui para a diminuição da inflamação.
  • Fortalecimento muscular: melhora a postura e a propriocepção, reduzindo a dor e a fadiga.
  • Aumento da disposição e da qualidade de vida: proporciona bem-estar físico e mental.

Exercícios adaptados:

É importante que a atividade física seja adaptada às necessidades individuais de cada mulher, com acompanhamento profissional para garantir segurança e eficácia.

Abordagem Multidisciplinar: Uma Rede de Apoio

O manejo do lipedema e do linfedema exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo diferentes profissionais de saúde:

  • Médico: responsável pelo diagnóstico, acompanhamento clínico e prescrição de medicamentos, se necessário.
  • Nutricionista: elabora um plano alimentar individualizado e orienta sobre a importância da nutrição no tratamento.
  • Fisioterapeuta: auxilia na drenagem linfática manual, exercícios terapêuticos e na reeducação postural.
  • Psicólogo: oferece suporte emocional para lidar com os aspectos psicológicos das doenças, como ansiedade e depressão.

Grupos de Apoio e Comunidades Online: Fortalecendo a Rede

Participar de grupos de apoio e comunidades online sobre lipedema e linfedema pode ser uma fonte valiosa de informação, troca de experiências e apoio emocional. Nesses espaços, as mulheres podem compartilhar suas histórias, dúvidas e aprendizados, além de se sentirem acolhidas e compreendidas.

Jornada para o Bem-Estar: Um Compromisso Contínuo

Lembre-se: o caminho para o bem-estar no lipedema e no linfedema é uma jornada contínua que exige dedicação, disciplina e autocuidado.

Com o apoio de profissionais especializados, a adoção de um estilo de vida saudável e a busca por informação confiável, é possível alcançar uma vida plena e com mais qualidade.

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Whey Protein e Emagrecimento: Mitos e Verdades sobre o uso em dietas

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Whey Protein e Emagrecimento

O uso de suplementos alimentares tornou-se uma prática comum para quem busca melhorar a composição corporal. Entre os itens mais populares, a relação entre Whey Protein e emagrecimento gera inúmeros debates. Afinal, a proteína do soro do leite serve apenas para quem quer “ficar grande” ou pode ser uma aliada estratégica na perda de gordura?

Neste guia completo, vamos desmistificar o uso deste suplemento, explorar a ciência por trás da saciedade proteica e ensinar como você pode integrar o Whey Protein em sua rotina de forma eficiente e segura.

O que é o Whey Protein e como ele age no organismo?

Antes de entendermos a conexão entre Whey Protein e emagrecimento, é fundamental compreender o que é esse produto. O Whey Protein é a proteína extraída do soro do leite durante o processo de fabricação de queijos. Ele é considerado uma proteína de alto valor biológico, o que significa que contém todos os aminoácidos essenciais que o corpo não produz sozinho.

Existem três tipos principais:

  1. Concentrado: Contém um pouco mais de gordura e lactose.
  2. Isolado: Passa por processos de filtragem que removem quase toda a gordura e lactose.
  3. Hidrolisado: Proteína “pré-digerida”, de absorção ultra-rápida.

Whey Protein e Emagrecimento: Como a ciência explica essa relação?

Muitas pessoas acreditam que suplementos de proteína são exclusivos para fisiculturistas, mas a verdade é que o Whey Protein e emagrecimento caminham juntos por diversos fatores fisiológicos.

1. Aumento da Saciedade

A proteína é o macronutriente que mais promove a sensação de saciedade. Quando você consome Whey, o corpo libera hormônios como a colecistoquinina (CCK) e o GLP-1, que sinalizam ao cérebro que você está satisfeito. Isso ajuda a reduzir o consumo calórico total ao longo do dia, facilitando o déficit calórico necessário para a perda de peso.

2. Preservação da Massa Magra

Um dos maiores erros em dietas restritivas é perder músculo em vez de gordura. Manter um aporte alto de proteínas ajuda a proteger o tecido muscular. Como os músculos são metabolicamente ativos, quanto mais massa magra você tem, mais calorias seu corpo queima em repouso.

3. Efeito Térmico dos Alimentos (ETA)

Você sabia que o corpo gasta mais energia para digerir proteínas do que gorduras ou carboidratos? Esse processo é conhecido como termogênese alimentar. Ao priorizar o consumo de proteínas de qualidade, você eleva levemente o seu gasto calórico diário apenas pelo esforço da digestão.

Mitos e Verdades sobre o Whey Protein e Emagrecimento

Existem muitos conceitos errôneos circulando nas redes sociais. Vamos esclarecer os principais:

“Whey Protein engorda?”

Mito. O que engorda é o excesso calórico total. O Whey Protein é apenas uma fonte de proteína. Se ele for encaixado dentro das suas metas diárias de calorias, ele não causará ganho de gordura. Na verdade, por ser baixo em carboidratos (especialmente as versões isoladas), ele é excelente para dietas de baixo índice glicêmico.

“Substituir refeições por Whey emagrece mais rápido?”

Verdade parcial, mas perigosa. Substituir um jantar pesado por um shake de Whey pode reduzir calorias, mas o ideal é que o suplemento complemente a dieta. O excesso de substituições pode levar a deficiências de micronutrientes presentes em alimentos sólidos como vegetais e grãos integrais.

“Só deve ser tomado após o treino?”

Mito. Embora a “janela anabólica” seja famosa, para o objetivo de Whey Protein e emagrecimento, o mais importante é o consumo total de proteína no dia. Você pode tomá-lo no café da manhã para evitar picos de fome à tarde ou como um lanche prático entre reuniões.

Whey Protein e Emagrecimento

Como escolher o melhor Whey Protein para emagrecer?

Se o seu foco principal é a perda de peso, a escolha do tipo de produto faz diferença:

  • Prefira o Isolado ou Hidrolisado: Eles possuem menos calorias, menos carboidratos e quase zero gordura.
  • Atenção aos Rótulos: Fuja de marcas que adicionam muito açúcar, maltodextrina ou espessantes calóricos.
  • Sabor e Versatilidade: Escolha sabores neutros ou baunilha se pretender fazer receitas (panquecas fit, bolos proteicos), o que ajuda a manter a dieta mais saborosa e menos monótona.

Estratégias Práticas para usar Whey Protein na sua Dieta

Para obter o máximo de benefícios na relação entre Whey Protein e emagrecimento, tente estas dicas:

  1. O Shake de “Emergência”: Mantenha uma dose na bolsa. Isso evita que você recorra a salgados ou fast-food quando a fome apertar na rua.
  2. Misture com Fibras: Adicionar aveia ou sementes de chia ao seu shake de Whey aumenta ainda mais o tempo de digestão e a saciedade.
  3. Cozinha Proteica: Use o pó para dar sabor e proteína ao seu iogurte natural ou mingau de aveia.

Conclusão

Entender a sinergia entre Whey Protein e emagrecimento é transformar um simples suplemento em uma ferramenta estratégica. Ele não é uma “pílula mágica”, mas sim um facilitador nutricional que ajuda no controle do apetite, na manutenção dos músculos e na praticidade do dia a dia. Lembre-se: o sucesso do emagrecimento depende de um conjunto de hábitos, incluindo atividade física e acompanhamento profissional.

FAQ – Perguntas Frequentes

Posso tomar Whey Protein mesmo sem treinar?

Sim. O Whey é proteína de alta qualidade. Se você tem dificuldade em atingir sua meta proteica diária através da alimentação sólida, o suplemento pode ser usado mesmo em dias de descanso para manter a saciedade e a saúde muscular.

Qual o melhor horário para tomar Whey visando o emagrecimento?

Não existe um horário “obrigatório”, mas para controle de apetite, consumi-lo no café da manhã ou como lanche da tarde costuma ser muito eficaz para evitar compulsões nas refeições seguintes.

Whey Protein causa retenção de líquido?

Não. Pelo contrário, dietas ricas em proteínas podem ajudar a reduzir o inchaço, pois a proteína auxilia no equilíbrio hídrico do corpo. O que causa retenção geralmente é o excesso de sódio ou carboidratos refinados.

Gestantes ou lactantes podem consumir?

Em geral, sim, pois é uma proteína do leite. No entanto, é indispensável consultar um médico ou nutricionista, pois algumas fórmulas contêm adoçantes ou corantes que podem não ser recomendados.

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Nutrição e Saúde

Genética e Obesidade: Como Neutralizar os Genes do Ganho de Peso

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Genética e Obesidade

Você já sentiu que, por mais que se esforce na dieta e nos exercícios, o ponteiro da balança parece não se mover, enquanto outras pessoas comem de tudo e permanecem magras? Essa frustração é comum e, muitas vezes, a resposta reside na complexa interação entre genética e obesidade.

Embora o estilo de vida seja o fator determinante para a maioria de nós, a ciência moderna comprova que herdamos predisposições que podem tornar a jornada do emagrecimento mais desafiadora. Neste artigo, vamos mergulhar no universo do “gene da obesidade”, entender como ele funciona e, o mais importante, descobrir como a ciência da epigenética permite “silenciar” esses genes através de hábitos estratégicos.

O Que a Ciência Diz Sobre Genética e Obesidade?

A relação entre genética e obesidade não é uma sentença de destino, mas sim um mapa de probabilidades. Estudos indicam que a genética pode ser responsável por 40% a 70% da variação no Índice de Massa Corporal (IMC) em diferentes populações.

Existem mais de 50 genes que têm sido associados ao ganho de peso, mas um deles se destaca: o gene FTO (Fat Mass and Obesity-associated gene). Pessoas que possuem certas variantes desse gene tendem a ter maior sensação de fome, menor saciedade após as refeições e uma preferência natural por alimentos mais calóricos.

Como os Genes Influenciam o Peso?

Os genes influenciam o peso corporal de diversas maneiras:

  1. Regulação do Apetite: Controlando os hormônios grelina (fome) e leptina (saciedade).
  2. Taxa Metabólica Basal: Determinando quão rápido seu corpo queima energia em repouso.
  3. Distribuição de Gordura: Definindo se você armazena gordura preferencialmente na região abdominal ou nos quadris.
  4. Comportamento Alimentar: Influenciando a busca por “recompensa” através da comida.

O Poder da Epigenética: Neutralizando a Herança Genética

A maior descoberta dos últimos anos é que seu DNA não é o seu destino. A epigenética é o estudo de como comportamentos e o ambiente podem causar alterações que afetam a maneira como seus genes funcionam. No contexto da genética e obesidade, isso significa que você pode “desligar” a expressão de genes ruins através de escolhas conscientes.

1. Alimentação Inteligente para Genes “Lentos”

Se você tem predisposição genética ao ganho de peso, sua dieta deve focar em densidade nutricional. Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam a combater a sinalização deficiente de saciedade causada por variantes do gene FTO.

  • Evite: Carboidratos refinados e açúcares, que disparam a insulina e facilitam o armazenamento de gordura em quem já tem tendência.
  • Priorize: Vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor), gorduras boas (azeite, abacate) e proteínas magras.

2. O Papel dos Exercícios Físicos

A atividade física é a ferramenta mais poderosa para neutralizar a genética e obesidade. Estudos mostram que o exercício regular pode reduzir o efeito do gene FTO em até 30%. O treinamento de força (musculação) é particularmente eficaz, pois aumenta a massa magra, elevando o metabolismo basal permanentemente.

Estratégias Práticas para Vencer a Predisposição Genética

Para quem luta contra a balança e acredita que o fator genética e obesidade é o grande vilão, aqui estão quatro pilares para retomar o controle:

Controle do Estresse e Cortisol

O estresse crônico eleva o cortisol, um hormônio que sinaliza ao corpo para armazenar gordura, especialmente na barriga. Em pessoas geneticamente propensas, esse efeito é amplificado. Práticas como meditação e sono de qualidade são “moduladores genéticos” essenciais.

Higiene do Sono

A falta de sono altera a expressão de genes ligados ao metabolismo. Dormir menos de 7 horas por noite aumenta a grelina e diminui a leptina, sabotando qualquer esforço dietético.

Crononutrição

Não é apenas o que você come, mas quando você come. Sincronizar suas refeições com o ciclo circadiano ajuda a otimizar a queima calórica e a sensibilidade à insulina, neutralizando falhas metabólicas hereditárias.

Genética e Obesidade

A Importância dos Exames Nutrigenéticos

Atualmente, é possível realizar testes de DNA que mapeiam sua relação com a genética e obesidade. Esses testes revelam como seu corpo processa carboidratos, gorduras e até mesmo sua sensibilidade à cafeína.

  • Vantagem: Você para de testar dietas da moda e passa a seguir um plano desenhado especificamente para o seu código genético.
  • Foco: O objetivo não é mudar o gene, mas mudar o ambiente para que o gene não se manifeste de forma negativa.

Conclusão: Você Está no Controle

A genética e obesidade caminham juntas, mas a ciência nos dá as ferramentas para que o estilo de vida prevaleça. Ter um “gene da obesidade” significa apenas que você precisa ser mais atento e estratégico do que a média, mas não significa que você não possa atingir seu peso ideal.

Ao focar em uma alimentação densa em nutrientes, exercícios de força e manejo do estresse, você cria um ambiente biológico onde seus genes de “magreza” podem prosperar, silenciando aqueles que promovem o acúmulo de gordura.

FAQ – Perguntas Frequentes

Se meus pais são obesos, eu obrigatoriamente serei também?

Não. Embora a genética e obesidade tenham uma ligação forte, o ambiente familiar (hábitos alimentares e sedentarismo) costuma ter um impacto maior do que os próprios genes. Com hábitos saudáveis, você pode evitar a expressão dessa herança.

Qual é o melhor exercício para quem tem o gene da obesidade?

A combinação de exercícios aeróbicos com treinamento de força (musculação) é a mais indicada. A musculação ajuda a alterar a taxa metabólica, combatendo a tendência genética de queimar poucas calorias em repouso.

Existe um exame para descobrir se tenho o gene FTO?

Sim, os testes nutrigenéticos analisam o gene FTO e outros marcadores relacionados ao metabolismo. Eles podem ser feitos através de uma amostra de saliva e ajudam a personalizar a dieta.

Suplementos podem ajudar a neutralizar a genética?

Alguns compostos como a curcumina, o resveratrol e o ômega-3 têm propriedades epigenéticas que podem ajudar a reduzir a inflamação associada à obesidade, mas devem ser usados como complemento a um estilo de vida saudável.

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Creatina: Mitos e Verdades. O Que Dizem os Estudos da USP Sobre Rins, Cabelo e Uso Seguro

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Como nutricionista, recebo diariamente perguntas sobre creatina e seus possíveis efeitos nos rins, cabelo e peso. Vou esclarecer definitivamente o que é mito e o que é verdade sobre esse suplemento, baseando-me em uma extensa revisão científica publicada por pesquisadores da USP no Journal of the International Society of Sports Nutrition.

Creatina

A Creatina Prejudica os Rins?

MITO. Não há evidências científicas de que a creatina cause danos renais em pessoas saudáveis. Segundo o professor Bruno Gualano, da Faculdade de Medicina da USP, existe uma “evidência muito grande de que o suplemento é seguro” para a função renal.

A confusão surge porque os rins eliminam a creatinina (produto da quebra da creatina), e exames laboratoriais podem mostrar níveis elevados dessa substância no sangue. No entanto, isso não significa sobrecarga ou dano renal, apenas que há mais creatina sendo processada pelo organismo. A literatura científica analisada pela USP confirmou que não há efeito negativo da suplementação sobre os rins em indivíduos saudáveis.

Atenção: oriento que pessoas com doença renal pré-existente evitem a creatina ou usem apenas sob supervisão médica rigorosa.

A Creatina Causa Queda de Cabelo?

MITO. Não existem evidências científicas que comprovem que a creatina causa calvície. O mito surgiu de um único estudo realizado em 2009 com jogadores de rugby, que mostrou aumento de DHT (di-hidrotestosterona), hormônio associado à queda capilar.

No entanto, esse estudo tinha limitações importantes: foi pequeno, não avaliou diretamente a queda de cabelo, usou doses muito altas de creatina e seus resultados nunca foram replicados. Um estudo posterior com 45 homens que suplementaram 5 gramas de creatina por dia não encontrou diferenças nos níveis de testosterona total, livre ou DHT em comparação com o grupo placebo.

A tricologista Luciana Passoni explica que “não há evidências de que a creatina, quando suplementada na quantidade correta (de 3 a 5 gramas por dia), cause queda de cabelo”.

A Creatina Retém Líquido e Causa Inchaço?

VERDADE PARCIAL. Na minha experiência clínica, explico aos pacientes que a creatina causa retenção de água dentro das células musculares, não no corpo todo. Esse efeito é fisiológico e benéfico, pois o aumento de creatina nas células musculares atrai água para dentro delas, contribuindo para o aumento do volume muscular.

Creatina

Não há evidências científicas de que a creatina cause retenção de líquidos em outros órgãos ou inchaço generalizado. Segundo Hamilton Roschel, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP, apesar da “retenção de fluido intracelular”, a literatura mostra que não há efeito negativo sobre a pressão arterial ou acúmulo de líquido fora dos músculos.

A Creatina Engorda ou Aumenta o Peso?

DEPENDE DA PERSPECTIVA. Sempre explico aos meus pacientes que o ganho de peso observado com a creatina não é gordura, mas sim aumento de massa muscular e água intramuscular. A balança pode mostrar de 0,5 a 2 kg a mais nas primeiras semanas devido à retenção hídrica nas células musculares e ao ganho de massa magra.

Para quem busca hipertrofia e desempenho, esse é um efeito positivo. No entanto, para pessoas focadas apenas na perda de peso na balança, pode ser percebido negativamente. É importante entender que a creatina não causa acúmulo de gordura corporal e pode até auxiliar indiretamente no emagrecimento ao melhorar o desempenho nos treinos.

Quais São os Benefícios Comprovados da Creatina?

Creatina

Com base nos estudos da USP, confirmo diversos benefícios baseados em evidências científicas robustas:

  • Melhora do desempenho físico: aumenta força e potência muscular, especialmente em atividades de alta intensidade como musculação, futebol, basquete e vôlei
  • Recuperação muscular: reduz inflamação e acelera a recuperação pós-treino
  • Ganho de massa magra: favorece o aumento da massa muscular quando combinada com treinamento de resistência
  • Segurança comprovada: pode ser usada por adultos, adolescentes e idosos saudáveis
  • Benefício para não praticantes: melhora o desempenho muscular mesmo em pessoas sedentárias

Qual a Dosagem Recomendada de Creatina?

Recomendo aos meus pacientes a dose de 3 a 5 gramas por dia para manutenção. Segundo a nutricionista Débora Moreira, da USP, “a dose pode variar conforme as necessidades individuais” e deve ser ajustada com orientação profissional.

Com Fase de Saturação

O protocolo tradicional consiste em uma fase de saturação de 20 gramas por dia divididas em 4 doses de 5 gramas durante 5 a 7 dias, seguida pela dose de manutenção de 3 a 5 gramas diárias.

Sem Fase de Saturação

Pode-se iniciar diretamente com 3 a 5 gramas por dia sem fase de saturação. Os resultados demoram um pouco mais para aparecer (cerca de 3 a 4 semanas), mas o efeito final é o mesmo.

Quando Tomar: Antes ou Depois do Treino?

NÃO FAZ DIFERENÇA. Como o efeito da creatina é cumulativo e a longo prazo, as evidências científicas apontam que não há diferença significativa entre consumir antes ou depois do treino. O importante é manter a consistência diária na suplementação.

Quem NÃO Deve Usar Creatina?

Oriento que a creatina deve ser evitada ou usada com extrema cautela nos seguintes casos:

  • Pessoas com doença renal pré-existente ou comprometimento da função dos rins
  • Indivíduos com doença hepática (problemas no fígado)
  • Gestantes e lactantes (ainda não há evidências clínicas suficientes sobre segurança)
  • Crianças (a segurança não foi completamente estabelecida)
  • Pessoas com histórico de sintomas gastrointestinais graves

Sempre oriento a consultar um médico ou nutricionista antes de iniciar a suplementação.

Quais São os Efeitos Colaterais Reais da Creatina?

Os efeitos colaterais reais e documentados são mínimos quando a creatina é usada nas doses recomendadas:

  • Desconforto gastrointestinal leve: náusea, diarreia ou cólicas em alguns casos, geralmente quando consumida em doses muito altas de uma vez ou sem diluição adequada
  • Ganho de peso inicial: devido à retenção hídrica intramuscular (não é gordura)

Efeitos que NÃO ocorrem segundo a revisão científica da USP:

  • Não causa câncer
  • Não provoca hipertensão arterial
  • Não causa câimbras
  • Não compromete a fertilidade masculina
  • Não é um esteroide anabolizante

A Creatina Precisa de Pausa ou Ciclo?

NÃO É NECESSÁRIO. Diferente de substâncias anabolizantes, a creatina pode ser usada continuamente sem necessidade de ciclos ou pausas. O corpo não desenvolve “tolerância” e não há evidências de que pausas tragam benefícios adicionais para pessoas saudáveis.

Resumo Científico da USP

O estudo coordenado pelos professores Hamilton Roschel e Bruno Gualano, do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da USP, analisou dezenas de trabalhos científicos mundiais sobre creatina. A revisão narrativa publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition confirmou:

Fatos comprovados: a creatina melhora o desempenho físico em atividades de alta intensidade, é segura para adultos saudáveis, adolescentes e idosos, não causa danos renais ou hepáticos em pessoas saudáveis, não provoca câncer, hipertensão, câimbras ou calvície.

Mitos desmentidos: não prejudica os rins de pessoas saudáveis, não causa queda de cabelo, não é esteroide anabolizante, não compromete a fertilidade masculina, e a cafeína não atrapalha sua ação.

Áreas que necessitam mais pesquisa: efeitos terapêuticos específicos, segurança na gestação, doses ideais para efeito cognitivo.

FAQ – Perguntas Rápidas sobre Creatina

Perguntas Rápidas (FAQ)

Sim, a suplementação diária é segura e recomendada para manter os níveis musculares elevados.
Não, mas oriento sempre buscar orientação de nutricionista ou médico para ajuste de dose.
A creatina monohidratada é a forma mais estudada e eficaz.
Sim, os benefícios são os mesmos para homens e mulheres.
Com saturação: 5-7 dias. Sem saturação: 3-4 semanas.
Sim, não há evidências de que a cafeína em doses normais interfira na ação da creatina.

Conclusão

Como nutricionista, afirmo com segurança que a creatina é um dos suplementos mais seguros e eficazes disponíveis no mercado, com décadas de pesquisa científica comprovando seus benefícios. Os principais mitos como danos renais e queda de cabelo foram categoricamente desmentidos pela revisão científica da USP. Quando usada na dosagem adequada (3 a 5 gramas diárias) por pessoas saudáveis, a creatina oferece benefícios reais para o desempenho físico, recuperação muscular e ganho de massa magra, sem os riscos alardeados pela desinformação.

CITAÇÕES SOBRE A PESQUISA DA USP SOBRE CREATINA

Prof. Bruno Gualano (Faculdade de Medicina da USP)

“Existe uma evidência muito grande de que o suplemento é seguro para a função renal em pessoas saudáveis.”

Fonte: Jornal da USP – “Verdades e mitos sobre a creatina: estudo mostra o que já existe de evidência científica”
Link: https://jornal.usp.br/ciencias/verdades-e-mitos-sobre-a-creatina-estudo-mostra-o-que-ja-existe-de-evidencia-cientifica/
Data de Publicação: 22 de janeiro de 2025


Prof. Hamilton Roschel (Escola de Educação Física e Esporte da USP)

“Apesar da retenção de fluido intracelular, a literatura mostra que não há efeito negativo sobre a pressão arterial ou acúmulo de líquido fora dos músculos.”

Fonte: Jornal da USP – “Verdades e mitos sobre a creatina: estudo mostra o que já existe de evidência científica”
Link: https://jornal.usp.br/ciencias/verdades-e-mitos-sobre-a-creatina-estudo-mostra-o-que-ja-existe-de-evidencia-cientifica/
Data de Publicação: 22 de janeiro de 2025


Nutricionista Débora Moreira (USP)

“A dose pode variar conforme as necessidades individuais e deve ser ajustada com orientação profissional.”

Fonte: Revista Veja – “Nem problemas renais, nem queda de cabelo: veja os mitos e verdades sobre a creatina”
Link: https://veja.abril.com.br/saude/nem-problemas-renais-nem-queda-de-cabelo-veja-os-mitos-e-verdades-sobre-a-creatina/
Data de Publicação: 21 de janeiro de 2025


Citações de Especialistas Externos

Dra. Luciana Passoni (Tricologista)

“Não há evidências de que a creatina, quando suplementada na quantidade correta (de 3 a 5 gramas por dia), cause queda de cabelo.”

Fonte: CNN Brasil – “Creatina causa queda de cabelo? Especialistas respondem”
Link: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/creatina-causa-queda-de-cabelo-especialistas-respondem/
Data de Publicação: 28 de julho de 2025


Sobre o Estudo Principal

Título da Pesquisa: Revisão narrativa sobre mitos e verdades da creatina

Publicação: Journal of the International Society of Sports Nutrition

Instituição: Universidade de São Paulo (USP) – Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição

Coordenação: Prof. Hamilton Roschel e Prof. Bruno Gualano

Escola: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE-USP)

Link da Notícia USP: https://jornal.usp.br/ciencias/verdades-e-mitos-sobre-a-creatina-estudo-mostra-o-que-ja-existe-de-evidencia-cientifica/

Link EEFE-USP: https://www.eefe.usp.br/clipping/verdades-e-mitos-sobre-creatina-estudo-mostra-o-que-já-existe-de-evidência-científica


Fontes Científicas Adicionais

Sobre Segurança Renal:

Sobre Queda de Cabelo:

Sobre Efeitos Colaterais:

Sobre Suplementação e Efeitos:


Principais Conclusões Citáveis do Estudo USP

  • “A creatina melhora o desempenho físico em atividades de alta intensidade e é segura para adultos saudáveis, adolescentes e idosos.”
  • “Não há evidências científicas de que a creatina cause danos renais, calvície, câncer, hipertensão ou comprometimento da fertilidade masculina em pessoas saudáveis.”
  • “A retenção hídrica causada pela creatina ocorre dentro das células musculares, não provocando inchaço generalizado no corpo.”
  • “A creatina pode ser usada continuamente sem necessidade de ciclos ou pausas, diferente de substâncias anabolizantes.”

Fonte de todas as conclusões: Jornal da USP e Revista Veja (Janeiro 2025)


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