Controle de Peso
Efeito Sanfona: Por que é tão difícil manter o peso perdido?
Você já passou pela experiência de se dedicar intensamente a uma dieta, comemorar a perda de peso e, poucos meses depois, ver todos aqueles quilos retornarem (às vezes com alguns extras)? Se sim, você foi vítima do temido efeito sanfona.
Cientificamente conhecido como “ciclo de peso”, esse fenômeno atinge milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas por que o corpo parece conspirar contra a manutenção do peso? Neste artigo, vamos mergulhar nas causas biológicas, psicológicas e comportamentais do efeito sanfona e oferecer um guia prático para quebrá-lo de uma vez por todas.
O que é o Efeito Sanfona e como ele afeta o corpo?
O efeito sanfona ocorre quando uma pessoa perde uma quantidade significativa de peso e, em seguida, o recupera rapidamente. Esse ciclo de perda e ganho não é apenas frustrante para a autoestima; ele gera impactos fisiológicos profundos.
Quando perdemos peso de forma muito abrupta, o corpo não entende que estamos tentando melhorar a saúde. Pelo contrário, ele interpreta a restrição calórica severa como um sinal de perigo — um estado de “fome” ou escassez. Para se proteger, o organismo reduz o gasto energético e aumenta os sinais de fome, facilitando o reganho de gordura.
Por que o Efeito Sanfona acontece? As causas biológicas
Para entender como evitar o efeito sanfona, precisamos olhar para dentro. Nosso corpo possui mecanismos de sobrevivência refinados ao longo de milhares de anos.
1. Adaptação Metabólica
O metabolismo não é estático. Quando você reduz drasticamente a ingestão de alimentos, o corpo entra em um modo de “economia de energia”. Isso significa que, mesmo após terminar a dieta, seu corpo continua queimando menos calorias do que antes, tornando muito mais fácil engordar com pequenas quantidades de comida.
2. Hormônios da Fome (Grelina e Leptina)
O tecido adiposo (gordura) produz leptina, o hormônio da saciedade. Quando perdemos gordura rapidamente, os níveis de leptina caem, enviando um sinal de “fome constante” ao cérebro. Ao mesmo tempo, os níveis de grelina (o hormônio que estimula o apetite) aumentam. Essa batalha hormonal é o combustível principal para o efeito sanfona.
O Impacto das Dietas Restritivas no Ciclo de Peso
Muitas pessoas acreditam que a solução para o efeito sanfona é uma dieta ainda mais rigorosa. No entanto, é exatamente o oposto.
- Perda de Massa Magra: Dietas extremamente restritivas costumam causar a perda de músculos, e não apenas gordura. Como os músculos são tecidos metabolicamente ativos (ajudam a queimar calorias em repouso), perdê-los destrói sua taxa metabólica basal.
- Terrorismo Nutricional: Classificar alimentos como “proibidos” gera um desejo psicológico intenso, que geralmente termina em episódios de compulsão alimentar.
Consequências do Efeito Sanfona para a Saúde
Além da frustração emocional, o ciclo constante de engorda-emagrece pode trazer riscos reais:
- Aumento da Gordura Visceral: Estudos indicam que o peso recuperado tende a se concentrar na região abdominal, aumentando riscos cardíacos.
- Resistência à Insulina: As flutuações de peso podem prejudicar a forma como o corpo processa o açúcar, elevando o risco de Diabetes Tipo 2.
- Saúde Cardiovascular: A variação constante da pressão arterial durante os ciclos de peso pode sobrecarregar o coração.

Estratégias para Manter o Peso e Evitar o Efeito Sanfona
Se você deseja sair do ciclo do efeito sanfona, precisa mudar o foco da “perda rápida” para a “manutenção sustentável”.
Foque na Reeducação Alimentar, não em Dietas
A reeducação alimentar permite que você coma de tudo, mas não “tudo o tempo todo”. Ao aprender a ouvir os sinais de fome e saciedade, você remove a pressão da restrição, o que estabiliza o peso a longo prazo.
A Importância do Treino de Força
Para combater a queda no metabolismo, a musculação é essencial. Manter ou ganhar massa muscular garante que seu corpo continue gastando energia de forma eficiente, agindo como um escudo contra o efeito sanfona.
Sono e Gerenciamento de Estresse
A falta de sono aumenta o cortisol, que por sua vez estimula o acúmulo de gordura abdominal. Priorizar o descanso é tão importante quanto escolher o que colocar no prato.
Como planejar uma manutenção de peso bem-sucedida?
A manutenção do peso é uma fase ativa, e não o “fim” de um processo. Para não cair novamente no efeito sanfona, considere as seguintes dicas:
- Pese-se regularmente (mas sem obsessão): Monitorar o peso semanalmente ajuda a identificar pequenas flutuações antes que elas se tornem grandes ganhos.
- Aumente as calorias gradualmente: Após um período de déficit calórico, use a estratégia de “dieta reversa”, aumentando as calorias aos poucos para o metabolismo se readaptar.
- Mantenha a constância na atividade física: O exercício é o maior preditor de sucesso na manutenção de peso a longo prazo.
Conclusão
Vencer o efeito sanfona exige paciência e uma mudança de mentalidade. O emagrecimento definitivo não é uma corrida de 100 metros, mas sim uma maratona. Ao priorizar a saúde metabólica, o ganho de músculos e uma relação equilibrada com a comida, você finalmente poderá manter os resultados que tanto se esforçou para conquistar.

Perguntas Frequentes (FAQ)
O efeito sanfona prejudica o metabolismo para sempre?
Não permanentemente. Embora o metabolismo possa desacelerar após dietas severas, ele pode ser recuperado através de uma alimentação adequada em calorias e, principalmente, pelo ganho de massa muscular através de exercícios de força.
Perder peso devagar evita o efeito sanfona?
Sim. Perder peso de forma gradual (entre 0,5kg a 1kg por semana) permite que o corpo se ajuste melhor às mudanças hormonais, preservando a massa muscular e evitando o sinal de “alerta” que desencadeia o reganho de peso.
É possível emagrecer sem passar pelo efeito sanfona?
Com certeza. A chave é evitar dietas da moda e focar em mudanças de estilo de vida que você consiga manter por anos, e não apenas por algumas semanas.
Por que ganho peso tão rápido depois de uma dieta restritiva?
Isso ocorre devido à reposição do glicogênio muscular e retenção de água, além da adaptação metabólica que faz seu corpo estocar gordura mais eficientemente como forma de proteção.

Controle de Peso
Metabolismo Lento: A Relação Oculta entre Iodo, Selênio e a Tireoide
Você sente que, por mais que se esforce na dieta e nos exercícios, os resultados não aparecem? Aquela sensação de cansaço constante, retenção de líquido e dificuldade de concentração pode ter uma raiz comum: o metabolismo lento. Embora muitos culpem apenas a genética, a ciência nutricional moderna aponta que a saúde da tireoide é o verdadeiro motor da nossa taxa metabólica basal.
Neste artigo, vamos aprofundar como dois minerais essenciais — o iodo e o selênio — atuam como chaves mestras para “ligar” o seu corpo e por que a deficiência deles é um dos principais gatilhos para o metabolismo lento.
O Que é, de Fato, o Metabolismo Lento?
Muitas vezes, o termo metabolismo lento é usado de forma genérica, mas na fisiologia, ele se refere a uma redução na eficiência com que suas células convertem nutrientes em energia (ATP). A glândula tireoide, localizada na base do pescoço, é quem dita o ritmo desse processo.
Quando a tireoide não produz hormônios suficientes, ou quando esses hormônios não conseguem agir nas células, o corpo entra em modo de “economia de energia”. O resultado? Ganho de peso inexplicável, pele seca, queda de cabelo e a sensação persistente de lentidão.
O Papel Vital do Iodo na Produção Hormonal
O iodo é o “tijolo” fundamental dos hormônios tireoidianos. Sem ele, a glândula simplesmente não consegue fabricar o T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina).
- A Estrutura dos Hormônios: O nome T4 indica que existem 4 moléculas de iodo presas a uma proteína chamada tireoglobulina. O T3 contém 3 moléculas.
- A Deficiência Silenciosa: Embora o sal iodado tenha ajudado a reduzir o bócio, muitas mulheres apresentam níveis subótimos de iodo devido ao consumo excessivo de alimentos processados (que usam sal não iodado) ou dietas restritivas.
Sem iodo suficiente, a produção hormonal cai, sinalizando ao corpo para reduzir a queima calórica, instalando o quadro de metabolismo lento.
Selênio: O Maestro da Conversão Hormonal
Ter o hormônio T4 circulando é importante, mas não é o suficiente para acelerar o metabolismo lento. O T4 é um hormônio pró-ativo, ou seja, ele precisa ser convertido na sua forma ativa, o T3, para que suas células realmente “acordem”.
É aqui que entra o selênio. Este mineral é o componente principal das enzimas deiodinases, responsáveis por remover um átomo de iodo do T4 e transformá-lo em T3 ativo.
- Proteção Antioxidante: Além da conversão, o selênio protege a glândula tireoide contra o estresse oxidativo gerado durante a síntese hormonal.
- Prevenção de Autoimunidade: Níveis adequados de selênio estão associados a uma menor incidência de anticorpos que atacam a tireoide (como na Tireoidite de Hashimoto).

Por Que a Deficiência Combinada é um Perigo?
O iodo e o selênio trabalham em uma sinergia delicada. Consumir iodo isoladamente em altas doses sem níveis adequados de selênio pode ser prejudicial, pois o iodo aumenta a atividade da tireoide e, consequentemente, a produção de radicais livres. Se não houver selênio para neutralizar esse estresse, a glândula pode sofrer danos inflamatórios.
Essa inflamação crônica e silenciosa é uma das causas mais comuns de fadiga e do diagnóstico clínico ou subclínico de metabolismo lento.
Sinais de Alerta para a Saúde da Tireoide
Como saber se o seu metabolismo lento está ligado à nutrição da tireoide? Fique atenta a estes sintomas:
- Extrema sensibilidade ao frio (pés e mãos sempre gelados).
- Inchaço matinal (edema), especialmente no rosto e pálpebras.
- Intestino preso e digestão lenta.
- Memória “nublada” (brain fog).
- Unhas fracas e sobrancelhas ralas (perda do terço externo).
Como Otimizar a Dieta para Ativar a Tireoide
Para reverter o quadro de metabolismo lento, a estratégia nutricional deve focar na reposição consciente desses micronutrientes:
Fontes de Iodo
- Algas marinhas (nori, kombu).
- Peixes de água salgada e frutos do mar.
- Ovos (especialmente a gema).
Fontes de Selênio
- Castanha-do-pará (uma a duas unidades por dia costumam suprir a necessidade diária).
- Sementes de girassol.
- Carne bovina e frango orgânicos.
Dica de Especialista: Evite o consumo excessivo de “goitrogênicos” crus (como brócolis, couve e repolho) se você já tiver deficiência de iodo, pois eles podem interferir na absorção do mineral pela tireoide. Cozinhar esses vegetais neutraliza esse efeito.

FAQ: Dúvidas Comuns sobre Metabolismo e Tireoide
Comer apenas Castanha-do-pará resolve o metabolismo lento?
A castanha-do-pará é excelente fonte de selênio, mas o metabolismo lento é multifatorial. Ela ajuda na conversão hormonal, mas você também precisa garantir iodo, magnésio, zinco e uma dieta com densidade calórica adequada.
O sal marinho ou sal rosa têm iodo suficiente?
Geralmente não. O sal rosa do Himalaia e o sal marinho integral possuem minerais traços, mas a concentração de iodo é muito baixa comparada ao sal refinado iodado. Se você usa apenas sais gourmet, deve buscar iodo em outras fontes alimentares ou suplementação.
Exercício físico ajuda a “curar” o metabolismo lento por falta de nutrientes?
O exercício é fundamental, mas se a sua tireoide não tem os nutrientes básicos (iodo e selênio), o excesso de exercício pode, na verdade, aumentar o estresse oxidativo e piorar a fadiga. A nutrição deve vir primeiro.

Controle de Peso
Termogênicos funcionam? Analisando a ciência por trás dos queimadores de gordura
A busca pelo corpo ideal e pela perda de peso eficiente movimenta bilhões de reais todos os anos na indústria de suplementos. Entre as promessas de “fórmulas mágicas”, uma dúvida persiste no topo das pesquisas: termogênicos funcionam mesmo ou são apenas marketing?
Se você já se sentiu tentado a comprar um pote colorido com promessas de “derreter gordura”, este artigo é para você. Vamos mergulhar na fisiologia humana e nos estudos científicos para entender o que esses produtos fazem no seu organismo.
O que são Termogênicos e como eles agem?
Para entender se os termogênicos funcionam, primeiro precisamos definir o que é a termogênese. Trata-se de um processo biológico natural onde o corpo queima calorias para produzir calor. Esse processo ocorre constantemente para manter nossa temperatura corporal em torno de 36,5°C a 37°C.
Os suplementos termogênicos, também conhecidos como “queimadores de gordura”, contêm substâncias que visam acelerar esse processo. Eles atuam principalmente através do aumento da taxa metabólica basal (TMB). Em termos simples: eles tentam fazer seu motor interno girar mais rápido, gastando mais combustível (calorias) mesmo em repouso.
O mecanismo de ação no sistema nervoso
A maioria desses suplementos atua estimulando o sistema nervoso central. Ao aumentar a liberação de catecolaminas, como a adrenalina e a noradrenalina, o corpo entra em um estado de “luta ou fuga”. Isso resulta em:
- Aumento da frequência cardíaca.
- Elevação da pressão arterial.
- Mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos para serem usados como energia.
A Ciência Responde: Termogênicos funcionam para emagrecer?
A resposta curta é: sim, mas com ressalvas importantes. A ciência mostra que os termogênicos funcionam como um auxílio, não como uma solução isolada.
Estudos publicados em periódicos de nutrição esportiva indicam que ingredientes específicos podem elevar o gasto calórico diário em cerca de $5\%$ a $10\%$. Embora pareça pouco, ao longo de meses, isso pode representar uma perda de peso adicional significativa se houver um déficit calórico pré-existente.
O papel do déficit calórico
Nenhum suplemento no mundo consegue anular uma dieta hipercalórica. Se você consome 3.000 calorias e queima 2.500, um termogênico que ajude a queimar mais 100 calorias ainda deixará você com um saldo positivo de 400. Portanto, a afirmação de que termogênicos funcionam é verdadeira apenas quando eles são inseridos em um contexto de estilo de vida saudável.
Principais ingredientes que comprovam que termogênicos funcionam
Nem todos os produtos no mercado são iguais. Para saber se o seu suplemento é eficaz, você deve procurar por estes ingredientes validados pela ciência:
1. Cafeína Anidra
A rainha dos termogênicos. A cafeína é um potente estimulante que aumenta o estado de alerta e a oxidação de gordura. Ela bloqueia os receptores de adenosina no cérebro, reduzindo a percepção de esforço durante o treino.
2. Extrato de Chá Verde (EGCG)
Rico em catequinas, especialmente a epigalocatequina galato (EGCG). Estudos sugerem que o chá verde inibe a enzima que decompõe a noradrenalina, prolongando o sinal para a queima de gordura.
3. Capsaicina (Pimenta)
A substância que dá o ardor à pimenta aumenta a temperatura interna do corpo e pode reduzir o apetite. A ciência comprova que a ingestão de capsaicinoides estimula o consumo de oxigênio e a oxidação lipídica.
4. L-Carnitina
Embora tecnicamente não seja um termogênico “estimulante”, ela atua no transporte de gordura para dentro das mitocôndrias, onde são queimadas para gerar energia.
Mitos e Verdades sobre os Queimadores de Gordura
“Eles queimam gordura localizada”
Mito. Não existe substância ingerida que escolha de onde a gordura será retirada. O corpo mobiliza gordura de forma sistêmica, geralmente baseada na genética individual.
“Quanto mais suor, mais emagrecimento”
Mito. O suor é apenas um mecanismo de resfriamento. Suar mais não significa que você está perdendo gordura; você está perdendo água e eletrólitos. O emagrecimento real ocorre através da oxidação de gordura pela respiração e processos metabólicos.
“Termogênicos funcionam melhor em jejum”
Relativo. Treinar em jejum com termogênicos pode aumentar a lipólise (quebra de gordura), mas também pode causar desconforto gástrico e tonturas em pessoas sensíveis.

Como tomar termogênicos para obter resultados reais?
Para garantir que os termogênicos funcionam no seu protocolo de emagrecimento, siga estas diretrizes básicas:
- Ciclar o uso: O corpo cria tolerância a estimulantes como a cafeína. Use por 4 a 6 semanas e faça uma pausa de 2 semanas.
- Timing é tudo: O melhor horário costuma ser 30 a 45 minutos antes do treino ou logo ao acordar. Evite o uso após as 18h para não comprometer o sono.
- Hidratação: Como eles aumentam a temperatura corporal e podem ter efeito diurético, beber água é fundamental.
- Consulte um profissional: Pessoas com hipertensão, arritmia ou ansiedade devem evitar esses produtos.
Possíveis efeitos colaterais e contraindicações
Mesmo sabendo que os termogênicos funcionam, é preciso estar atento aos sinais do corpo. O excesso de estimulantes pode causar:
- Insônia e distúrbios do sono.
- Taquicardia (coração acelerado).
- Ansiedade e nervosismo.
- Problemas gastrointestinais.
Quem deve evitar? Gestantes, lactantes, crianças, idosos e pessoas com condições cardíacas pré-existentes.
Conclusão: Vale a pena investir?
Afinal, termogênicos funcionam? Sim, eles são ferramentas úteis que podem acelerar o metabolismo e dar a energia necessária para treinos mais intensos. No entanto, eles são a “cereja do bolo”. Se a base (alimentação e exercício) não estiver sólida, o suplemento será apenas um gasto desnecessário.
Se você está estagnado em um platô de perda de peso e já ajustou sua dieta, um bom termogênico pode ser o empurrão que faltava para atingir seus objetivos.

FAQ: Dúvidas frequentes sobre Termogênicos
Em quanto tempo os termogênicos começam a fazer efeito?
Os efeitos estimulantes (energia e foco) são sentidos em 30 minutos. Já os efeitos na composição corporal (perda de peso) costumam ser visíveis após 4 a 8 semanas de uso contínuo aliado à dieta.
Posso tomar termogênico e não malhar?
Os termogênicos funcionam elevando a taxa metabólica mesmo em repouso, mas o resultado será mínimo. O verdadeiro potencial desses suplementos é liberado quando combinados com atividade física, que maximiza a oxidação de gordura.
Termogênico natural funciona igual ao suplemento?
Alimentos como café, pimenta e gengibre têm propriedades termogênicas, mas em concentrações muito menores que os suplementos. Eles são ótimos para a saúde, mas para um efeito de queima de gordura acentuado, os suplementos isolados são mais potentes.
O termogênico perde o efeito depois de um tempo?
Sim, devido à adaptação dos receptores de cafeína. Por isso, é recomendado o uso cíclico para garantir que os benefícios continuem ativos.

Motivação e mentalidade no emagrecimento
Food noise: quando os pensamentos sobre comida não dão trégua
Você já sentiu como se houvesse uma “estação de rádio” interna tocando constantemente músicas sobre comida? Mesmo após uma refeição satisfatória, sua mente começa a planejar o próximo lanche, ou você se vê lutando contra o desejo incessante de abrir a geladeira sem fome física. Esse fenômeno tem nome: food noise.
Embora o termo tenha ganhado popularidade recentemente com o advento de novas medicações para perda de peso, o food noise é uma realidade antiga para milhões de pessoas. Ele não é uma falha de caráter ou falta de força de vontade, mas sim um processo biológico e neurológico complexo. Neste artigo, vamos mergulhar fundo no que causa esse ruído e como é possível silenciá-lo.
O que é Food Noise (Ruído Alimentar)?
O food noise pode ser definido como a intrusão persistente e onipresente de pensamentos relacionados à comida. Diferente da fome fisiológica — que surge quando o corpo precisa de energia —, o ruído alimentar é uma fome mental. Ele se manifesta como uma obsessão constante sobre o que comer, quando comer e quanto comer.
Para quem vive com isso, a relação com a comida é exaustiva. Não se trata apenas de gostar de comer, mas de ser incapaz de ignorar os estímulos alimentares ao redor. É o impulso de terminar um pacote de biscoitos só porque ele está na despensa, ou a dificuldade de se concentrar no trabalho porque o cérebro está focado no doce que ficou na cozinha.
A Ciência por trás do Ruído Alimentar
Para entender por que algumas pessoas sofrem mais com o food noise do que outras, precisamos olhar para o cérebro, especificamente para o sistema de recompensa e os sinais hormonais.
O papel da dopamina e do sistema de recompensa
O nosso cérebro é programado para buscar prazer, e a comida — especialmente a ultraprocessada, rica em gordura e açúcar — libera grandes quantidades de dopamina. Em indivíduos com um “ruído” mais alto, esse sistema de recompensa pode estar hiperestimulado. O cérebro antecipa o prazer da comida de forma tão intensa que o pensamento se torna obsessivo.
Hormônios e a sinalização de saciedade
O food noise também está ligado à forma como o corpo sinaliza a saciedade. Hormônios como a leptina (que avisa que estamos satisfeitos) e a grelina (o hormônio da fome) precisam estar em equilíbrio. Quando há uma resistência à leptina ou desequilíbrios nos receptores de GLP-1 no cérebro, o sinal de “pare de pensar em comida” simplesmente não chega com clareza.
Como o Food Noise afeta a saúde mental e física
Viver com pensamentos constantes sobre comida gera uma carga cognitiva imensa. Isso pode levar a:
- Fadiga de Decisão: Passar o dia inteiro resistindo a impulsos drena a energia mental.
- Culpa e Vergonha: Muitas pessoas acreditam que a dificuldade em parar de comer é apenas falta de disciplina, o que afeta a autoestima.
- Compulsão Alimentar: O acúmulo desse ruído pode culminar em episódios de perda de controle.
Estratégias Práticas para Lidar com o Food Noise
Embora possa parecer impossível desligar esses pensamentos, existem abordagens eficazes para reduzir o volume do food noise.
1. Alimentação Consciente (Mindful Eating)
O treinamento da atenção plena ajuda a diferenciar a fome física da fome emocional. Ao comer com presença, você ensina ao cérebro que a experiência alimentar tem um começo, meio e fim, reduzindo a busca incessante por estímulos posteriores.
2. Estabilização do Açúcar no Sangue
Picos e quedas bruscas de glicose podem intensificar o food noise. Priorizar proteínas, fibras e gorduras boas em todas as refeições ajuda a manter os níveis de energia constantes, o que acalma os sinais de urgência do cérebro.
3. Sono e Manejo do Estresse
A privação de sono aumenta os níveis de grelina e reduz a capacidade do córtex pré-frontal de tomar decisões racionais. Em outras palavras, quanto menos você dorme, mais alto o ruído alimentar se torna.
4. Ajuda Profissional e Medicações
Atualmente, o tema ganhou destaque devido aos análogos de GLP-1 (como a semaglutida). Essas medicações atuam diretamente nos centros de saciedade do cérebro, “desligando” o food noise para muitos pacientes. No entanto, o uso deve ser estritamente acompanhado por um médico endocrinologista.

O Impacto dos Alimentos Ultraprocessados
Não podemos falar de food noise sem mencionar o ambiente em que vivemos. A indústria alimentícia projeta produtos com o chamado “ponto de êxtase” (bliss point), uma combinação perfeita de sal, açúcar e gordura feita para viciar o paladar. Esses alimentos são gatilhos diretos para o ruído mental, tornando quase impossível comer apenas uma porção pequena.
Conclusão: É possível viver sem o ruído?
Silenciar o food noise não acontece do dia para a noite, mas o primeiro passo é a autocompaixão. Entender que esse processo tem uma base biológica retira o peso da culpa e permite buscar o tratamento correto, seja ele nutricional, psicológico ou médico.
Ao adotar hábitos que regulam seus hormônios e protegem sua saúde mental, você começa a retomar o controle da sua rotina, deixando que a comida volte ao seu lugar de origem: uma fonte de nutrição e prazer equilibrado, e não uma obsessão constante.

Perguntas Frequentes
O food noise é o mesmo que fome?
Não. A fome é um sinal físico de necessidade de energia. O food noise é uma obsessão mental e constante por comida, que ocorre mesmo quando o corpo está devidamente nutrido.
O estresse pode aumentar o ruído alimentar?
Sim. O cortisol elevado pode estimular o sistema de recompensa do cérebro a buscar alimentos reconfortantes (confort food), intensificando os pensamentos sobre comida.
Exercícios físicos ajudam a diminuir o food noise?
Sim. A atividade física ajuda a regular a sensibilidade à insulina e a liberação de neurotransmissores como a serotonina, que podem ajudar a estabilizar o apetite e o foco mental.
Existe cura para o food noise?
Mais do que uma “cura”, existe o gerenciamento. Através de mudanças na dieta, terapia comportamental e, em alguns casos, medicação, é possível reduzir o ruído a um nível quase imperceptível.

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