Motivação e mentalidade no emagrecimento

Como a Ansiedade Influencia o Ganho de Peso

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Além das Calorias: Como a Ansiedade Influencia o Ganho de Peso

Quando se fala em ganho de peso, a primeira explicação que vem à mente é a ingestão excessiva de calorias em relação ao gasto energético. No entanto, essa abordagem simplista desconsidera outros fatores que influenciam o metabolismo e o comportamento alimentar. Entre esses fatores, a ansiedade desempenha um papel fundamental, alterando padrões alimentares, hormônios e até mesmo o funcionamento do metabolismo.

O objetivo deste artigo é explorar como a ansiedade pode ser um dos principais vilões do ganho de peso, muitas vezes sem que percebamos. A relação entre mente e corpo é poderosa, e entender como a ansiedade afeta o organismo pode ser o primeiro passo para um estilo de vida mais equilibrado.

1. O Que é a Ansiedade e Como Ela Afeta o Corpo

A ansiedade é uma resposta natural do organismo a situações de perigo ou estresse. Em níveis moderados, pode ser benéfica, ajudando na tomada de decisões e na preparação para desafios. No entanto, quando se torna crônica, pode desencadear uma série de reações negativas no corpo.

Fisiologicamente, a ansiedade ativa o sistema nervoso simpático, liberando hormônios como adrenalina e cortisol. Esses hormônios aumentam a frequência cardíaca, elevam a pressão arterial e redirecionam a energia para funções essenciais de sobrevivência. O problema é que, quando a ansiedade se torna uma presença constante, o corpo permanece em estado de alerta, prejudicando processos como digestão, sono e regulação do apetite. Você, também, pode gostar de como trilhar uma meta sustentável em 2025!

2. Como a Ansiedade Influencia o Ganho de Peso: O Círculo Vicioso

A relação entre ansiedade e alimentação é complexa. Muitas pessoas recorrem à comida como uma forma de aliviar emoções negativas, criando um ciclo vicioso difícil de romper. Esse fenômeno, conhecido como “comer emocional”, não está relacionado à fome fisiológica, mas sim à necessidade de conforto e prazer imediato.

Como a Ansiedade Influencia o Ganho de Peso

O cortisol, principal hormônio do estresse, desempenha um papel crucial nesse processo. Ele estimula o apetite e aumenta a preferência por alimentos ricos em açúcares e gorduras, pois esses alimentos ativam o sistema de recompensa do cérebro, proporcionando uma sensação momentânea de alívio. No entanto, esse alívio é temporário, e a culpa ou frustração que seguem podem levar a novos episódios de compulsão alimentar.

Além disso, a ansiedade pode reduzir a sensibilidade dos receptores de saciedade, fazendo com que a pessoa coma mais do que realmente precisa. Esse comportamento, ao longo do tempo, contribui significativamente para o ganho de peso.

3. Impacto da Ansiedade no Metabolismo e no Armazenamento de Gordura

O impacto da ansiedade no ganho de peso não se resume apenas ao aumento do apetite. O estresse crônico também altera a maneira como o corpo armazena e utiliza energia. Um dos principais efeitos é a resistência à insulina, condição na qual as células têm dificuldade em absorver glicose do sangue. Isso leva a um aumento na produção de insulina, o que favorece o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.

Além disso, o cortisol reduz a taxa metabólica basal, tornando mais difícil para o corpo queimar calorias de maneira eficiente. Isso significa que, mesmo que a ingestão calórica não aumente significativamente, a queima de calorias pode ser reduzida devido ao efeito da ansiedade sobre o metabolismo.

Outro fator importante é o impacto do estresse no sono. A privação do sono, comum em pessoas ansiosas, está diretamente ligada ao ganho de peso. A falta de descanso adequado desregula hormônios como a grelina e a leptina, responsáveis pelo controle do apetite. A grelina aumenta a fome, enquanto a leptina sinaliza a saciedade. Quando esses hormônios estão desbalanceados, a tendência é comer mais e escolher alimentos menos saudáveis.

4. Estratégias Para Quebrar Esse Ciclo

Gerenciar a ansiedade é essencial para evitar que ela se transforme em um obstáculo para a saúde e o controle do peso. Algumas estratégias eficazes incluem:

Como a Ansiedade Influencia o Ganho de Peso
  • Práticas de mindfulness e respiração: Técnicas como meditação e exercícios respiratórios ajudam a reduzir o estresse e melhorar a percepção da fome real.
  • Atividade física regular: O exercício libera endorfinas, hormônios do bem-estar, que ajudam a reduzir a ansiedade e equilibrar o apetite.
  • Alimentação balanceada: Manter uma dieta rica em proteínas, fibras e gorduras saudáveis pode minimizar os efeitos do cortisol e reduzir a compulsão alimentar.
  • Sono de qualidade: Criar uma rotina de sono consistente melhora a regulação hormonal e reduz os impactos da ansiedade sobre o apetite.
  • Terapia e apoio psicológico: Buscar ajuda profissional pode ser fundamental para lidar com a ansiedade e desenvolver estratégias mais saudáveis de enfrentamento.

Conclusão

O ganho de peso vai muito além da simples equação de calorias ingeridas versus calorias gastas. A ansiedade, quando não controlada, pode influenciar diretamente o apetite, o metabolismo e a forma como o corpo armazena gordura. O estresse crônico pode levar a uma série de comportamentos que dificultam a manutenção de um peso saudável, criando um ciclo difícil de quebrar.

A boa notícia é que existem estratégias eficazes para gerenciar a ansiedade e minimizar seus impactos no organismo. Pequenas mudanças no estilo de vida, aliadas a um maior autocuidado e equilíbrio emocional, podem fazer toda a diferença na busca por uma vida mais saudável.

Se você se identifica com esses desafios, que tal começar hoje mesmo a adotar hábitos que promovam bem-estar e qualidade de vida? O primeiro passo pode ser mais simples do que parece!

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O Luto do Corpo Antigo: Lidando com os Desafios Emocionais da Transformação

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O Luto do Corpo Antigo

Vivemos em uma cultura que idolatra a perenidade. Somos bombardeados por imagens de juventude eterna e padrões estéticos que parecem ignorar a passagem do tempo ou as marcas que a vida deixa em nós. Nesse cenário, um fenômeno psicológico silencioso e profundo tem ganhado espaço nos consultórios e nas reflexões sobre bem-estar: o luto do corpo antigo.

Embora o termo “luto” seja comumente associado à perda de entes queridos, ele também descreve perfeitamente a dor emocional de se despedir de uma versão de si mesmo que não existe mais. Seja pelo envelhecimento natural, por uma mudança pós-parto, pelo enfrentamento de uma doença ou por oscilações de peso, o estranhamento diante do espelho é uma experiência humana legítima que exige acolhimento.

Neste artigo, vamos explorar profundamente o que significa atravessar o luto do corpo antigo, por que ele acontece e quais as estratégias psicológicas para transformar essa dor em aceitação.

1. O que é, afinal, o luto do corpo antigo?

O luto do corpo antigo é o processo emocional de desprendimento da autoimagem que tínhamos no passado. É a tristeza sentida quando percebemos que nossa agilidade, nossa aparência ou nossa vitalidade não são as mesmas de cinco, dez ou vinte anos atrás.

Diferente do luto convencional, este é um “luto simbólico”. Não há um funeral, mas há uma perda real da identidade física anterior. Quando você olha uma foto antiga e sente um aperto no peito, não é apenas vaidade; é a saudade de quem você era e da segurança que aquela forma física lhe proporcionava.

Por que sentimos essa perda?

Nossa identidade está intrinsecamente ligada ao nosso corpo. Ele é nossa interface com o mundo. Quando ele muda drasticamente, sentimos que perdemos parte do controle sobre nossa própria narrativa. Reconhecer o luto do corpo antigo é o primeiro passo para não se deixar paralisar pela nostalgia amarga.

2. As Fases da Transformação e a Reação Emocional

Assim como o luto descrito por Elisabeth Kübler-Ross, a despedida da autoimagem anterior costuma passar por estágios específicos:

  1. Negação: Tentamos reverter o tempo a qualquer custo, muitas vezes ignorando os limites atuais do corpo ou investindo em soluções milagrosas.
  2. Raiva: Sentimos frustração com o espelho, com a biologia ou com a sociedade. “Por que meu metabolismo mudou tanto?” ou “Por que ninguém me avisou que seria assim?”.
  3. Barganha: “Se eu fizer tal dieta restritiva ou tal procedimento, terei meu corpo de volta”.
  4. Depressão/Tristeza: O reconhecimento de que a mudança é irreversível traz uma melancolia profunda. É o ápice do luto do corpo antigo.
  5. Aceitação: Não significa necessariamente que você “ama” cada nova marca, mas que você compreende que este é seu corpo atual e decide viver bem nele.

3. Gatilhos Comuns: Quando o Luto se Manifesta

Existem momentos na vida que funcionam como catalisadores para essa crise de identidade física. Entender esses gatilhos ajuda a normalizar o que você está sentindo.

O Envelhecimento Natural

A chegada dos 40, 50 ou 60 anos traz mudanças na textura da pele, na cor dos cabelos e na distribuição de gordura. O luto do corpo antigo aqui se mistura com a percepção da própria finitude.

A Maternidade e o Pós-parto

Para muitas mulheres, o corpo pós-gestação é um território desconhecido. Estrias, flacidez ou mudanças na estrutura óssea podem gerar um estranhamento profundo. É um período onde o corpo serviu a um propósito nobre, mas a mulher sente falta de ser “dona de si” novamente.

Doenças e Limitações Físicas

Quando uma condição de saúde retira a autonomia ou altera a aparência drasticamente, o luto é abrupto. Aprender a conviver com o luto do corpo antigo após um diagnóstico é um dos maiores desafios de resiliência humana.

4. O Impacto da Cultura da Comparação

Não podemos falar sobre o luto do corpo antigo sem mencionar as redes sociais. O algoritmo nos entrega constantemente versões editadas e filtradas da realidade. Ao comparar seu corpo real e em constante mudança com o “corpo ideal” estático das telas, o processo de luto se torna tóxico e interminável.

A comparação é a ladra da alegria, mas também é o combustível para a não-aceitação. Para curar o luto, é preciso filtrar o que consumimos visualmente e entender que o corpo é um organismo vivo, não um objeto de decoração que deve permanecer igual para sempre.

O Luto do Corpo Antigo

5. Estratégias Práticas para Lidar com o Luto do Corpo Antigo

Se você está passando por esse processo, saiba que existem formas saudáveis de integrar sua nova imagem.

Pratique a Autocompaixão

Trate-se com a mesma gentileza que você teria com uma amiga. Você diria a alguém que ama as coisas cruéis que diz para si mesma em frente ao espelho? Provavelmente não. Substitua a crítica pela curiosidade sobre suas novas marcas.

Redefina o Valor do seu Corpo

O seu corpo não é apenas uma imagem; ele é uma ferramenta de experiência. Em vez de focar no que ele “não é mais”, foque no que ele “permite fazer”. Ele te leva aos lugares, permite que você abrace quem ama e sente o sabor das coisas. Deslocar o foco da estética para a funcionalidade alivia o peso do luto do corpo antigo.

Higiene Digital

Siga pessoas reais, de idades reais e corpos diversos. Ver a normalidade da transformação física em outros ajuda o cérebro a processar que o que você está vivendo não é uma falha, mas a natureza humana em curso.

6. A Importância de Buscar Ajuda Profissional

Às vezes, a insatisfação corporal evolui para algo mais grave, como a dismorfia corporal ou episódios depressivos. Se o sofrimento causado pelo luto do corpo antigo impede você de sair de casa, de se relacionar socialmente ou de se alimentar adequadamente, é hora de procurar um psicólogo.

A terapia ajuda a reconstruir o autoconceito e a entender que, embora o “invólucro” mude, a sua essência e o seu valor como ser humano permanecem intactos.

Conclusão: Celebrando a História que o Corpo Conta

Atravessar o luto do corpo antigo não é um processo linear, nem rápido. Haverá dias de paz e dias de estranhamento. No entanto, ao final dessa jornada, existe a possibilidade de uma liberdade incrível: a liberdade de não precisar mais lutar contra o tempo.

Seu corpo atual é o mapa de tudo o que você viveu. Suas cicatrizes, suas linhas de expressão e suas mudanças são troféus de sobrevivência e experiência. Ao acolher o luto, você abre espaço para amar a pessoa que se tornou, honrando o passado sem se tornar prisioneiro dele.

FAQ – Perguntas Frequentes

É normal sentir tristeza ao ver fotos antigas?

Sim, é perfeitamente normal. Isso faz parte do luto do corpo antigo. Ver fotos do passado pode trazer uma sensação de perda da juventude ou de uma fase específica da vida. O importante é não deixar que essa nostalgia te impeça de viver o presente.

Quanto tempo dura esse processo de luto?

Não existe um tempo determinado, pois cada pessoa vive a relação com a imagem de forma única. O luto termina quando a aceitação se torna predominante sobre a dor da perda, permitindo que você cuide do seu corpo atual com carinho.

Como ajudar alguém que está sofrendo com mudanças na aparência?

O melhor caminho é a validação. Evite frases como “você está exagerando”. Em vez disso, diga: “Eu entendo que é difícil se ver de uma forma diferente, mas eu continuo vendo a mesma pessoa incrível em você”. Incentive o foco na saúde e no bem-estar emocional.

A atividade física ajuda no luto do corpo antigo?

Sim, desde que praticada com o objetivo de gerar conexão e funcionalidade, e não como uma forma de “punição” para tentar voltar a ser o que era. Exercícios que promovem a consciência corporal, como Yoga e Pilates, são excelentes.

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Comer Emocional: Como Lidar com a Ansiedade e Compulsão

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Comer Emocional

Você já se pegou devorando um pacote de biscoitos após um dia estressante no trabalho, mesmo sem estar com fome? Ou talvez tenha buscado conforto em um pote de sorvete para aliviar uma tristeza profunda? Se a resposta for sim, saiba que você não está sozinho. O comer emocional é um comportamento comum, mas que pode se tornar um ciclo perigoso de ansiedade e culpa se não for compreendido e tratado.

Neste guia completo, vamos explorar as raízes do comer emocional, aprender a diferenciar a fome física da emocional e descobrir estratégias práticas para transformar sua relação com a comida.

O Que é Comer Emocional?

O comer emocional é a prática de utilizar a comida como uma forma de lidar com sentimentos, em vez de satisfazer a fome biológica. É um mecanismo de enfrentamento onde o alimento serve como um anestésico temporário para emoções desconfortáveis como estresse, solidão, tédio ou raiva.

Diferente da fome física, que surge gradualmente, a necessidade de comer por emoção aparece de forma repentina e urgente. O problema principal não é o ato de comer em si, mas a desconexão com os sinais do corpo e a dependência de calorias para regular o humor.

A Diferença Entre Fome Física e Fome Emocional

Para vencer o comer emocional, o primeiro passo é a consciência. Muitas pessoas perdem a capacidade de ouvir o próprio corpo. Veja as principais diferenças:

CaracterísticaFome FísicaFome Emocional
VelocidadeSurge gradualmente.Surge de repente, como uma emergência.
DesejoAberta a várias opções de alimentos.Desejo por algo específico (geralmente açúcar/gordura).
SaciedadeVocê para de comer quando está cheio.Você continua comendo mesmo estando satisfeito.
Sentimento PósSatisfação e energia.Culpa, vergonha ou arrependimento.

Gatilhos Comuns: Por que Comemos Nossas Emoções?

Entender o que desencadeia o comer emocional é fundamental para quebrar o ciclo. Os gatilhos variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

1. Estresse e Cortisol

Quando estamos sob estresse crônico, o corpo produz altos níveis de cortisol. Este hormônio aumenta o desejo por alimentos “confortáveis”, ricos em açúcar e gordura, que proporcionam uma explosão rápida de energia e prazer dopaminérgico.

2. Emoções Negativas “Engolidas”

Muitas vezes, comemos para preencher um vazio ou silenciar sentimentos que não sabemos como expressar. A comida funciona como uma distração temporária para problemas que parecem grandes demais para serem enfrentados.

3. Hábitos de Infância

Se você foi recompensado com doces quando era criança após uma queda ou um bom boletim, seu cérebro pode ter associado o alimento ao conforto e à segurança. Na vida adulta, o comer emocional replica esse padrão inconsciente.

Comer Emocional

Estratégias Práticas para Superar o Comer Emocional

Lidar com a compulsão e a ansiedade exige paciência e ferramentas psicológicas. Aqui estão estratégias validadas para ajudar você:

Pratique o Mindful Eating (Atenção Plena)

O mindful eating convida você a estar presente no momento da refeição. Antes de dar a primeira mordida, pergunte-se: “Eu estou com fome física agora?”. Durante a refeição, mastigue devagar, sinta as texturas e os sabores. Isso ajuda o cérebro a registrar a saciedade.

Crie uma Pausa de 15 Minutos

Quando o impulso do comer emocional surgir, tente adiar a ação por 15 minutos. Use esse tempo para beber um copo de água, caminhar ou escrever sobre o que você está sentindo. Muitas vezes, a onda de urgência passa após alguns minutos de distração consciente.

Mantenha um Diário Alimentar e Emocional

Não anote apenas o que você comeu, mas como estava se sentindo. “Comi uma barra de chocolate porque me senti ignorado na reunião”. Ao notar padrões, você identifica os gatilhos e pode agir sobre a causa real da ansiedade, e não apenas sobre o sintoma.

Busque Alternativas de Conforto Não Alimentares

Se o problema é o estresse, a solução não está na geladeira. Tente:

  • Ouvir uma playlist relaxante.
  • Ligar para um amigo.
  • Tomar um banho quente.
  • Praticar 5 minutos de respiração profunda.

O Impacto da Ansiedade na Compulsão Alimentar

A ansiedade é uma das maiores vilãs quando falamos de comer emocional. Ela gera uma inquietação que muitas vezes é interpretada pelo cérebro como fome. Quando estamos ansiosos, buscamos previsibilidade e prazer imediato, algo que o alimento processado oferece com facilidade.

Para mitigar isso, é essencial cuidar da higiene do sono e reduzir o consumo excessivo de cafeína, que pode mimetizar os sintomas físicos da ansiedade, levando ao ciclo de busca por comida para “se acalmar”.

FAQ: Dúvidas Comuns sobre Comer Emocional

O comer emocional é um transtorno alimentar?

Não necessariamente. Quase todo mundo come emocionalmente de vez em quando. Torna-se um problema quando é a única forma de lidar com as emoções, causando prejuízo à saúde física e mental. Se for frequente e incontrolável, pode evoluir para o Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA).

Como parar de sentir culpa após um episódio de exagero?

A culpa alimenta o próximo ciclo de comer emocional. Em vez de se punir, pratique a autocompaixão. Reconheça que foi um momento difícil e recomece na próxima refeição. O foco deve ser o progresso, não a perfeição.

Restrição alimentar piora a fome emocional?

Sim. Dietas extremamente restritivas aumentam o estresse biológico e psicológico, tornando você muito mais vulnerável a episódios de compulsão. O equilíbrio e a permissão incondicional para comer (com consciência) são chaves para a cura.

Conclusão

Vencer o comer emocional não é sobre ter “força de vontade” ou fazer a dieta perfeita, mas sim sobre desenvolver inteligência emocional e autoconhecimento. Ao aprender a acolher suas emoções sem usar a comida como escudo, você retoma o protagonismo da sua saúde.

Se você sente que a relação com a comida está fora de controle, não hesite em buscar ajuda de um psicólogo ou nutricionista comportamental. Cuidar da mente é o primeiro passo para nutrir bem o corpo.

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Food noise: quando os pensamentos sobre comida não dão trégua

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Food noise quando os pensamentos sobre comida

Você já sentiu como se houvesse uma “estação de rádio” interna tocando constantemente músicas sobre comida? Mesmo após uma refeição satisfatória, sua mente começa a planejar o próximo lanche, ou você se vê lutando contra o desejo incessante de abrir a geladeira sem fome física. Esse fenômeno tem nome: food noise.

Embora o termo tenha ganhado popularidade recentemente com o advento de novas medicações para perda de peso, o food noise é uma realidade antiga para milhões de pessoas. Ele não é uma falha de caráter ou falta de força de vontade, mas sim um processo biológico e neurológico complexo. Neste artigo, vamos mergulhar fundo no que causa esse ruído e como é possível silenciá-lo.

O que é Food Noise (Ruído Alimentar)?

O food noise pode ser definido como a intrusão persistente e onipresente de pensamentos relacionados à comida. Diferente da fome fisiológica — que surge quando o corpo precisa de energia —, o ruído alimentar é uma fome mental. Ele se manifesta como uma obsessão constante sobre o que comer, quando comer e quanto comer.

Para quem vive com isso, a relação com a comida é exaustiva. Não se trata apenas de gostar de comer, mas de ser incapaz de ignorar os estímulos alimentares ao redor. É o impulso de terminar um pacote de biscoitos só porque ele está na despensa, ou a dificuldade de se concentrar no trabalho porque o cérebro está focado no doce que ficou na cozinha.

A Ciência por trás do Ruído Alimentar

Para entender por que algumas pessoas sofrem mais com o food noise do que outras, precisamos olhar para o cérebro, especificamente para o sistema de recompensa e os sinais hormonais.

O papel da dopamina e do sistema de recompensa

O nosso cérebro é programado para buscar prazer, e a comida — especialmente a ultraprocessada, rica em gordura e açúcar — libera grandes quantidades de dopamina. Em indivíduos com um “ruído” mais alto, esse sistema de recompensa pode estar hiperestimulado. O cérebro antecipa o prazer da comida de forma tão intensa que o pensamento se torna obsessivo.

Hormônios e a sinalização de saciedade

O food noise também está ligado à forma como o corpo sinaliza a saciedade. Hormônios como a leptina (que avisa que estamos satisfeitos) e a grelina (o hormônio da fome) precisam estar em equilíbrio. Quando há uma resistência à leptina ou desequilíbrios nos receptores de GLP-1 no cérebro, o sinal de “pare de pensar em comida” simplesmente não chega com clareza.

Como o Food Noise afeta a saúde mental e física

Viver com pensamentos constantes sobre comida gera uma carga cognitiva imensa. Isso pode levar a:

  1. Fadiga de Decisão: Passar o dia inteiro resistindo a impulsos drena a energia mental.
  2. Culpa e Vergonha: Muitas pessoas acreditam que a dificuldade em parar de comer é apenas falta de disciplina, o que afeta a autoestima.
  3. Compulsão Alimentar: O acúmulo desse ruído pode culminar em episódios de perda de controle.

Estratégias Práticas para Lidar com o Food Noise

Embora possa parecer impossível desligar esses pensamentos, existem abordagens eficazes para reduzir o volume do food noise.

1. Alimentação Consciente (Mindful Eating)

O treinamento da atenção plena ajuda a diferenciar a fome física da fome emocional. Ao comer com presença, você ensina ao cérebro que a experiência alimentar tem um começo, meio e fim, reduzindo a busca incessante por estímulos posteriores.

2. Estabilização do Açúcar no Sangue

Picos e quedas bruscas de glicose podem intensificar o food noise. Priorizar proteínas, fibras e gorduras boas em todas as refeições ajuda a manter os níveis de energia constantes, o que acalma os sinais de urgência do cérebro.

3. Sono e Manejo do Estresse

A privação de sono aumenta os níveis de grelina e reduz a capacidade do córtex pré-frontal de tomar decisões racionais. Em outras palavras, quanto menos você dorme, mais alto o ruído alimentar se torna.

4. Ajuda Profissional e Medicações

Atualmente, o tema ganhou destaque devido aos análogos de GLP-1 (como a semaglutida). Essas medicações atuam diretamente nos centros de saciedade do cérebro, “desligando” o food noise para muitos pacientes. No entanto, o uso deve ser estritamente acompanhado por um médico endocrinologista.

Food noise quando os pensamentos sobre comida

O Impacto dos Alimentos Ultraprocessados

Não podemos falar de food noise sem mencionar o ambiente em que vivemos. A indústria alimentícia projeta produtos com o chamado “ponto de êxtase” (bliss point), uma combinação perfeita de sal, açúcar e gordura feita para viciar o paladar. Esses alimentos são gatilhos diretos para o ruído mental, tornando quase impossível comer apenas uma porção pequena.

Conclusão: É possível viver sem o ruído?

Silenciar o food noise não acontece do dia para a noite, mas o primeiro passo é a autocompaixão. Entender que esse processo tem uma base biológica retira o peso da culpa e permite buscar o tratamento correto, seja ele nutricional, psicológico ou médico.

Ao adotar hábitos que regulam seus hormônios e protegem sua saúde mental, você começa a retomar o controle da sua rotina, deixando que a comida volte ao seu lugar de origem: uma fonte de nutrição e prazer equilibrado, e não uma obsessão constante.

Perguntas Frequentes

O food noise é o mesmo que fome?

Não. A fome é um sinal físico de necessidade de energia. O food noise é uma obsessão mental e constante por comida, que ocorre mesmo quando o corpo está devidamente nutrido.

O estresse pode aumentar o ruído alimentar?

Sim. O cortisol elevado pode estimular o sistema de recompensa do cérebro a buscar alimentos reconfortantes (confort food), intensificando os pensamentos sobre comida.

Exercícios físicos ajudam a diminuir o food noise?

Sim. A atividade física ajuda a regular a sensibilidade à insulina e a liberação de neurotransmissores como a serotonina, que podem ajudar a estabilizar o apetite e o foco mental.

Existe cura para o food noise?

Mais do que uma “cura”, existe o gerenciamento. Através de mudanças na dieta, terapia comportamental e, em alguns casos, medicação, é possível reduzir o ruído a um nível quase imperceptível.

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