Motivação e mentalidade no emagrecimento
A Rotina que Emagrece: como Driblar a Falta de Tempo e Priorizar Exercícios
Você já sentiu que o relógio é o seu maior inimigo na jornada pela perda de peso? A frase “eu não tenho tempo” é, sem dúvida, a barreira número um entre as pessoas e seus objetivos de saúde. No entanto, a verdade científica e prática é que o sucesso não depende de ter horas livres, mas sim de construir a rotina que emagrece através de pequenos ajustes estratégicos.
Neste guia completo, vamos explorar como você pode hackear seu cronograma para incluir atividade física, otimizar seu metabolismo e finalmente ver os números na balança caírem, sem precisar morar na academia.
O Que Define “A Rotina que Emagrece”?
Muitas pessoas acreditam que, para perder peso, precisam de treinos de duas horas e preparo de refeições dignos de um chef profissional. Na realidade, a rotina que emagrece é baseada em consistência e na escolha de atividades de alta densidade metabólica.
A falta de tempo é um desafio real, mas muitas vezes ela é exacerbada por uma falta de priorização ou por metas irreais. Quando você define que só vale a pena treinar se for por uma hora, você se sabota. A rotina ideal é aquela que cabe na sua vida hoje, não na vida que você gostaria de ter no futuro.
Estratégias para Driblar a Falta de Tempo
Para implementar a rotina que emagrece, precisamos olhar para o dia a dia com lentes de eficiência. Aqui estão os pilares para vencer a procrastinação e o cronograma apertado:
1. Treinos de Alta Intensidade (HIIT)
Se você tem apenas 15 ou 20 minutos, o HIIT é seu melhor amigo. Estudos mostram que exercícios intermitentes de alta intensidade podem queimar mais gordura em menos tempo do que o cardio moderado de longa duração. Isso ocorre devido ao efeito EPOC (Excess Post-exercise Oxygen Consumption), que mantém seu metabolismo acelerado por horas após o treino.
2. A Técnica do Microtreino
Não consegue ir à academia? Use o “exercício snack” ou microtreino. São blocos de 5 a 10 minutos de movimento espalhados pelo dia. Subir escadas, fazer agachamentos entre reuniões ou uma série rápida de flexões ao acordar. Tudo isso se acumula e ajuda a consolidar a rotina que emagrece.
3. Planejamento Antecipado
A decisão consome energia mental. Se você tiver que decidir o que vai vestir e qual exercício fazer no momento do cansaço, a chance de desistir é enorme. Deixe sua roupa de treino pronta na noite anterior e tenha um plano de exercícios já definido.
Como Priorizar Exercícios Quando Tudo é Urgente
Priorizar exercícios não é sobre encontrar tempo, é sobre “criar” tempo. Todos temos as mesmas 24 horas; a diferença reside em como alocamos nossos valores.
O Poder do Hábito “Ancorado”
Para manter a rotina que emagrece, tente ancorar o exercício a algo que você já faz. Por exemplo: “Depois de deixar as crianças na escola, vou direto para uma caminhada de 15 minutos”. Ao associar o novo hábito a uma âncora existente, a resistência cerebral diminui drasticamente.
Identificando os “Ladrões de Tempo”
Faça uma auditoria do seu tempo de tela. Frequentemente, a falta de tempo para a saúde está escondida em 40 minutos de rolagens infinitas em redes sociais. Se você tem tempo para o Instagram, você tem tempo para um treino rápido.

O Passo a Passo para Criar sua Própria Rotina que Emagrece
Para facilitar, dividimos a implementação em três fases simples:
| Fase | Ação Principal | Objetivo |
| Semana 1 | Identificar 15 min diários | Criar o hábito de movimento |
| Semana 2 | Incluir 3 treinos intensos | Aumentar o gasto calórico |
| Semana 3 | Ajustar a alimentação | Potencializar os resultados |
Lembre-se: o feito é melhor que o perfeito. Começar a rotina que emagrece com apenas 10 minutos por dia é infinitamente melhor do que planejar uma rotina de 1 hora que nunca sai do papel.
Conclusão: O Primeiro Passo é o Mais Importante
Driblar a falta de tempo exige menos força de vontade e mais estratégia. Ao focar em treinos eficientes, planejamento e pequenos hábitos, você constrói uma estrutura sustentável a longo prazo. A rotina que emagrece não é uma punição, mas sim um investimento diário na sua melhor versão.

Perguntas Frequentes (FAQ)
Quanto tempo de exercício é necessário para emagrecer?
Não existe um tempo fixo, mas a OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa por semana. Para emagrecer, focar na intensidade (como HIIT) pode reduzir esse tempo necessário.
Posso ter a rotina que emagrece treinando apenas em casa?
Sim! O corpo não sabe se você está em uma academia de luxo ou na sua sala. Exercícios com o peso do corpo, como agachamentos, flexões e polichinelos, são extremamente eficazes para queimar calorias.
Como não desistir da rotina por causa do cansaço do trabalho?
O segredo é treinar no momento do dia em que você tem mais energia (geralmente pela manhã) ou usar o exercício como uma forma de “descompressão” mental, focando em treinos curtos que não gerem estresse adicional.

Motivação e mentalidade no emagrecimento
O Luto do Corpo Antigo: Lidando com os Desafios Emocionais da Transformação
Vivemos em uma cultura que idolatra a perenidade. Somos bombardeados por imagens de juventude eterna e padrões estéticos que parecem ignorar a passagem do tempo ou as marcas que a vida deixa em nós. Nesse cenário, um fenômeno psicológico silencioso e profundo tem ganhado espaço nos consultórios e nas reflexões sobre bem-estar: o luto do corpo antigo.
Embora o termo “luto” seja comumente associado à perda de entes queridos, ele também descreve perfeitamente a dor emocional de se despedir de uma versão de si mesmo que não existe mais. Seja pelo envelhecimento natural, por uma mudança pós-parto, pelo enfrentamento de uma doença ou por oscilações de peso, o estranhamento diante do espelho é uma experiência humana legítima que exige acolhimento.
Neste artigo, vamos explorar profundamente o que significa atravessar o luto do corpo antigo, por que ele acontece e quais as estratégias psicológicas para transformar essa dor em aceitação.
1. O que é, afinal, o luto do corpo antigo?
O luto do corpo antigo é o processo emocional de desprendimento da autoimagem que tínhamos no passado. É a tristeza sentida quando percebemos que nossa agilidade, nossa aparência ou nossa vitalidade não são as mesmas de cinco, dez ou vinte anos atrás.
Diferente do luto convencional, este é um “luto simbólico”. Não há um funeral, mas há uma perda real da identidade física anterior. Quando você olha uma foto antiga e sente um aperto no peito, não é apenas vaidade; é a saudade de quem você era e da segurança que aquela forma física lhe proporcionava.
Por que sentimos essa perda?
Nossa identidade está intrinsecamente ligada ao nosso corpo. Ele é nossa interface com o mundo. Quando ele muda drasticamente, sentimos que perdemos parte do controle sobre nossa própria narrativa. Reconhecer o luto do corpo antigo é o primeiro passo para não se deixar paralisar pela nostalgia amarga.
2. As Fases da Transformação e a Reação Emocional
Assim como o luto descrito por Elisabeth Kübler-Ross, a despedida da autoimagem anterior costuma passar por estágios específicos:
- Negação: Tentamos reverter o tempo a qualquer custo, muitas vezes ignorando os limites atuais do corpo ou investindo em soluções milagrosas.
- Raiva: Sentimos frustração com o espelho, com a biologia ou com a sociedade. “Por que meu metabolismo mudou tanto?” ou “Por que ninguém me avisou que seria assim?”.
- Barganha: “Se eu fizer tal dieta restritiva ou tal procedimento, terei meu corpo de volta”.
- Depressão/Tristeza: O reconhecimento de que a mudança é irreversível traz uma melancolia profunda. É o ápice do luto do corpo antigo.
- Aceitação: Não significa necessariamente que você “ama” cada nova marca, mas que você compreende que este é seu corpo atual e decide viver bem nele.
3. Gatilhos Comuns: Quando o Luto se Manifesta
Existem momentos na vida que funcionam como catalisadores para essa crise de identidade física. Entender esses gatilhos ajuda a normalizar o que você está sentindo.
O Envelhecimento Natural
A chegada dos 40, 50 ou 60 anos traz mudanças na textura da pele, na cor dos cabelos e na distribuição de gordura. O luto do corpo antigo aqui se mistura com a percepção da própria finitude.
A Maternidade e o Pós-parto
Para muitas mulheres, o corpo pós-gestação é um território desconhecido. Estrias, flacidez ou mudanças na estrutura óssea podem gerar um estranhamento profundo. É um período onde o corpo serviu a um propósito nobre, mas a mulher sente falta de ser “dona de si” novamente.
Doenças e Limitações Físicas
Quando uma condição de saúde retira a autonomia ou altera a aparência drasticamente, o luto é abrupto. Aprender a conviver com o luto do corpo antigo após um diagnóstico é um dos maiores desafios de resiliência humana.
4. O Impacto da Cultura da Comparação
Não podemos falar sobre o luto do corpo antigo sem mencionar as redes sociais. O algoritmo nos entrega constantemente versões editadas e filtradas da realidade. Ao comparar seu corpo real e em constante mudança com o “corpo ideal” estático das telas, o processo de luto se torna tóxico e interminável.
A comparação é a ladra da alegria, mas também é o combustível para a não-aceitação. Para curar o luto, é preciso filtrar o que consumimos visualmente e entender que o corpo é um organismo vivo, não um objeto de decoração que deve permanecer igual para sempre.

5. Estratégias Práticas para Lidar com o Luto do Corpo Antigo
Se você está passando por esse processo, saiba que existem formas saudáveis de integrar sua nova imagem.
Pratique a Autocompaixão
Trate-se com a mesma gentileza que você teria com uma amiga. Você diria a alguém que ama as coisas cruéis que diz para si mesma em frente ao espelho? Provavelmente não. Substitua a crítica pela curiosidade sobre suas novas marcas.
Redefina o Valor do seu Corpo
O seu corpo não é apenas uma imagem; ele é uma ferramenta de experiência. Em vez de focar no que ele “não é mais”, foque no que ele “permite fazer”. Ele te leva aos lugares, permite que você abrace quem ama e sente o sabor das coisas. Deslocar o foco da estética para a funcionalidade alivia o peso do luto do corpo antigo.
Higiene Digital
Siga pessoas reais, de idades reais e corpos diversos. Ver a normalidade da transformação física em outros ajuda o cérebro a processar que o que você está vivendo não é uma falha, mas a natureza humana em curso.
6. A Importância de Buscar Ajuda Profissional
Às vezes, a insatisfação corporal evolui para algo mais grave, como a dismorfia corporal ou episódios depressivos. Se o sofrimento causado pelo luto do corpo antigo impede você de sair de casa, de se relacionar socialmente ou de se alimentar adequadamente, é hora de procurar um psicólogo.
A terapia ajuda a reconstruir o autoconceito e a entender que, embora o “invólucro” mude, a sua essência e o seu valor como ser humano permanecem intactos.
Conclusão: Celebrando a História que o Corpo Conta
Atravessar o luto do corpo antigo não é um processo linear, nem rápido. Haverá dias de paz e dias de estranhamento. No entanto, ao final dessa jornada, existe a possibilidade de uma liberdade incrível: a liberdade de não precisar mais lutar contra o tempo.
Seu corpo atual é o mapa de tudo o que você viveu. Suas cicatrizes, suas linhas de expressão e suas mudanças são troféus de sobrevivência e experiência. Ao acolher o luto, você abre espaço para amar a pessoa que se tornou, honrando o passado sem se tornar prisioneiro dele.

FAQ – Perguntas Frequentes
É normal sentir tristeza ao ver fotos antigas?
Sim, é perfeitamente normal. Isso faz parte do luto do corpo antigo. Ver fotos do passado pode trazer uma sensação de perda da juventude ou de uma fase específica da vida. O importante é não deixar que essa nostalgia te impeça de viver o presente.
Quanto tempo dura esse processo de luto?
Não existe um tempo determinado, pois cada pessoa vive a relação com a imagem de forma única. O luto termina quando a aceitação se torna predominante sobre a dor da perda, permitindo que você cuide do seu corpo atual com carinho.
Como ajudar alguém que está sofrendo com mudanças na aparência?
O melhor caminho é a validação. Evite frases como “você está exagerando”. Em vez disso, diga: “Eu entendo que é difícil se ver de uma forma diferente, mas eu continuo vendo a mesma pessoa incrível em você”. Incentive o foco na saúde e no bem-estar emocional.
A atividade física ajuda no luto do corpo antigo?
Sim, desde que praticada com o objetivo de gerar conexão e funcionalidade, e não como uma forma de “punição” para tentar voltar a ser o que era. Exercícios que promovem a consciência corporal, como Yoga e Pilates, são excelentes.

Motivação e mentalidade no emagrecimento
Comer Emocional: Como Lidar com a Ansiedade e Compulsão
Você já se pegou devorando um pacote de biscoitos após um dia estressante no trabalho, mesmo sem estar com fome? Ou talvez tenha buscado conforto em um pote de sorvete para aliviar uma tristeza profunda? Se a resposta for sim, saiba que você não está sozinho. O comer emocional é um comportamento comum, mas que pode se tornar um ciclo perigoso de ansiedade e culpa se não for compreendido e tratado.
Neste guia completo, vamos explorar as raízes do comer emocional, aprender a diferenciar a fome física da emocional e descobrir estratégias práticas para transformar sua relação com a comida.
O Que é Comer Emocional?
O comer emocional é a prática de utilizar a comida como uma forma de lidar com sentimentos, em vez de satisfazer a fome biológica. É um mecanismo de enfrentamento onde o alimento serve como um anestésico temporário para emoções desconfortáveis como estresse, solidão, tédio ou raiva.
Diferente da fome física, que surge gradualmente, a necessidade de comer por emoção aparece de forma repentina e urgente. O problema principal não é o ato de comer em si, mas a desconexão com os sinais do corpo e a dependência de calorias para regular o humor.
A Diferença Entre Fome Física e Fome Emocional
Para vencer o comer emocional, o primeiro passo é a consciência. Muitas pessoas perdem a capacidade de ouvir o próprio corpo. Veja as principais diferenças:
| Característica | Fome Física | Fome Emocional |
| Velocidade | Surge gradualmente. | Surge de repente, como uma emergência. |
| Desejo | Aberta a várias opções de alimentos. | Desejo por algo específico (geralmente açúcar/gordura). |
| Saciedade | Você para de comer quando está cheio. | Você continua comendo mesmo estando satisfeito. |
| Sentimento Pós | Satisfação e energia. | Culpa, vergonha ou arrependimento. |
Gatilhos Comuns: Por que Comemos Nossas Emoções?
Entender o que desencadeia o comer emocional é fundamental para quebrar o ciclo. Os gatilhos variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:
1. Estresse e Cortisol
Quando estamos sob estresse crônico, o corpo produz altos níveis de cortisol. Este hormônio aumenta o desejo por alimentos “confortáveis”, ricos em açúcar e gordura, que proporcionam uma explosão rápida de energia e prazer dopaminérgico.
2. Emoções Negativas “Engolidas”
Muitas vezes, comemos para preencher um vazio ou silenciar sentimentos que não sabemos como expressar. A comida funciona como uma distração temporária para problemas que parecem grandes demais para serem enfrentados.
3. Hábitos de Infância
Se você foi recompensado com doces quando era criança após uma queda ou um bom boletim, seu cérebro pode ter associado o alimento ao conforto e à segurança. Na vida adulta, o comer emocional replica esse padrão inconsciente.

Estratégias Práticas para Superar o Comer Emocional
Lidar com a compulsão e a ansiedade exige paciência e ferramentas psicológicas. Aqui estão estratégias validadas para ajudar você:
Pratique o Mindful Eating (Atenção Plena)
O mindful eating convida você a estar presente no momento da refeição. Antes de dar a primeira mordida, pergunte-se: “Eu estou com fome física agora?”. Durante a refeição, mastigue devagar, sinta as texturas e os sabores. Isso ajuda o cérebro a registrar a saciedade.
Crie uma Pausa de 15 Minutos
Quando o impulso do comer emocional surgir, tente adiar a ação por 15 minutos. Use esse tempo para beber um copo de água, caminhar ou escrever sobre o que você está sentindo. Muitas vezes, a onda de urgência passa após alguns minutos de distração consciente.
Mantenha um Diário Alimentar e Emocional
Não anote apenas o que você comeu, mas como estava se sentindo. “Comi uma barra de chocolate porque me senti ignorado na reunião”. Ao notar padrões, você identifica os gatilhos e pode agir sobre a causa real da ansiedade, e não apenas sobre o sintoma.
Busque Alternativas de Conforto Não Alimentares
Se o problema é o estresse, a solução não está na geladeira. Tente:
- Ouvir uma playlist relaxante.
- Ligar para um amigo.
- Tomar um banho quente.
- Praticar 5 minutos de respiração profunda.
O Impacto da Ansiedade na Compulsão Alimentar
A ansiedade é uma das maiores vilãs quando falamos de comer emocional. Ela gera uma inquietação que muitas vezes é interpretada pelo cérebro como fome. Quando estamos ansiosos, buscamos previsibilidade e prazer imediato, algo que o alimento processado oferece com facilidade.
Para mitigar isso, é essencial cuidar da higiene do sono e reduzir o consumo excessivo de cafeína, que pode mimetizar os sintomas físicos da ansiedade, levando ao ciclo de busca por comida para “se acalmar”.

FAQ: Dúvidas Comuns sobre Comer Emocional
O comer emocional é um transtorno alimentar?
Não necessariamente. Quase todo mundo come emocionalmente de vez em quando. Torna-se um problema quando é a única forma de lidar com as emoções, causando prejuízo à saúde física e mental. Se for frequente e incontrolável, pode evoluir para o Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA).
Como parar de sentir culpa após um episódio de exagero?
A culpa alimenta o próximo ciclo de comer emocional. Em vez de se punir, pratique a autocompaixão. Reconheça que foi um momento difícil e recomece na próxima refeição. O foco deve ser o progresso, não a perfeição.
Restrição alimentar piora a fome emocional?
Sim. Dietas extremamente restritivas aumentam o estresse biológico e psicológico, tornando você muito mais vulnerável a episódios de compulsão. O equilíbrio e a permissão incondicional para comer (com consciência) são chaves para a cura.
Conclusão
Vencer o comer emocional não é sobre ter “força de vontade” ou fazer a dieta perfeita, mas sim sobre desenvolver inteligência emocional e autoconhecimento. Ao aprender a acolher suas emoções sem usar a comida como escudo, você retoma o protagonismo da sua saúde.
Se você sente que a relação com a comida está fora de controle, não hesite em buscar ajuda de um psicólogo ou nutricionista comportamental. Cuidar da mente é o primeiro passo para nutrir bem o corpo.

Motivação e mentalidade no emagrecimento
Food noise: quando os pensamentos sobre comida não dão trégua
Você já sentiu como se houvesse uma “estação de rádio” interna tocando constantemente músicas sobre comida? Mesmo após uma refeição satisfatória, sua mente começa a planejar o próximo lanche, ou você se vê lutando contra o desejo incessante de abrir a geladeira sem fome física. Esse fenômeno tem nome: food noise.
Embora o termo tenha ganhado popularidade recentemente com o advento de novas medicações para perda de peso, o food noise é uma realidade antiga para milhões de pessoas. Ele não é uma falha de caráter ou falta de força de vontade, mas sim um processo biológico e neurológico complexo. Neste artigo, vamos mergulhar fundo no que causa esse ruído e como é possível silenciá-lo.
O que é Food Noise (Ruído Alimentar)?
O food noise pode ser definido como a intrusão persistente e onipresente de pensamentos relacionados à comida. Diferente da fome fisiológica — que surge quando o corpo precisa de energia —, o ruído alimentar é uma fome mental. Ele se manifesta como uma obsessão constante sobre o que comer, quando comer e quanto comer.
Para quem vive com isso, a relação com a comida é exaustiva. Não se trata apenas de gostar de comer, mas de ser incapaz de ignorar os estímulos alimentares ao redor. É o impulso de terminar um pacote de biscoitos só porque ele está na despensa, ou a dificuldade de se concentrar no trabalho porque o cérebro está focado no doce que ficou na cozinha.
A Ciência por trás do Ruído Alimentar
Para entender por que algumas pessoas sofrem mais com o food noise do que outras, precisamos olhar para o cérebro, especificamente para o sistema de recompensa e os sinais hormonais.
O papel da dopamina e do sistema de recompensa
O nosso cérebro é programado para buscar prazer, e a comida — especialmente a ultraprocessada, rica em gordura e açúcar — libera grandes quantidades de dopamina. Em indivíduos com um “ruído” mais alto, esse sistema de recompensa pode estar hiperestimulado. O cérebro antecipa o prazer da comida de forma tão intensa que o pensamento se torna obsessivo.
Hormônios e a sinalização de saciedade
O food noise também está ligado à forma como o corpo sinaliza a saciedade. Hormônios como a leptina (que avisa que estamos satisfeitos) e a grelina (o hormônio da fome) precisam estar em equilíbrio. Quando há uma resistência à leptina ou desequilíbrios nos receptores de GLP-1 no cérebro, o sinal de “pare de pensar em comida” simplesmente não chega com clareza.
Como o Food Noise afeta a saúde mental e física
Viver com pensamentos constantes sobre comida gera uma carga cognitiva imensa. Isso pode levar a:
- Fadiga de Decisão: Passar o dia inteiro resistindo a impulsos drena a energia mental.
- Culpa e Vergonha: Muitas pessoas acreditam que a dificuldade em parar de comer é apenas falta de disciplina, o que afeta a autoestima.
- Compulsão Alimentar: O acúmulo desse ruído pode culminar em episódios de perda de controle.
Estratégias Práticas para Lidar com o Food Noise
Embora possa parecer impossível desligar esses pensamentos, existem abordagens eficazes para reduzir o volume do food noise.
1. Alimentação Consciente (Mindful Eating)
O treinamento da atenção plena ajuda a diferenciar a fome física da fome emocional. Ao comer com presença, você ensina ao cérebro que a experiência alimentar tem um começo, meio e fim, reduzindo a busca incessante por estímulos posteriores.
2. Estabilização do Açúcar no Sangue
Picos e quedas bruscas de glicose podem intensificar o food noise. Priorizar proteínas, fibras e gorduras boas em todas as refeições ajuda a manter os níveis de energia constantes, o que acalma os sinais de urgência do cérebro.
3. Sono e Manejo do Estresse
A privação de sono aumenta os níveis de grelina e reduz a capacidade do córtex pré-frontal de tomar decisões racionais. Em outras palavras, quanto menos você dorme, mais alto o ruído alimentar se torna.
4. Ajuda Profissional e Medicações
Atualmente, o tema ganhou destaque devido aos análogos de GLP-1 (como a semaglutida). Essas medicações atuam diretamente nos centros de saciedade do cérebro, “desligando” o food noise para muitos pacientes. No entanto, o uso deve ser estritamente acompanhado por um médico endocrinologista.

O Impacto dos Alimentos Ultraprocessados
Não podemos falar de food noise sem mencionar o ambiente em que vivemos. A indústria alimentícia projeta produtos com o chamado “ponto de êxtase” (bliss point), uma combinação perfeita de sal, açúcar e gordura feita para viciar o paladar. Esses alimentos são gatilhos diretos para o ruído mental, tornando quase impossível comer apenas uma porção pequena.
Conclusão: É possível viver sem o ruído?
Silenciar o food noise não acontece do dia para a noite, mas o primeiro passo é a autocompaixão. Entender que esse processo tem uma base biológica retira o peso da culpa e permite buscar o tratamento correto, seja ele nutricional, psicológico ou médico.
Ao adotar hábitos que regulam seus hormônios e protegem sua saúde mental, você começa a retomar o controle da sua rotina, deixando que a comida volte ao seu lugar de origem: uma fonte de nutrição e prazer equilibrado, e não uma obsessão constante.

Perguntas Frequentes
O food noise é o mesmo que fome?
Não. A fome é um sinal físico de necessidade de energia. O food noise é uma obsessão mental e constante por comida, que ocorre mesmo quando o corpo está devidamente nutrido.
O estresse pode aumentar o ruído alimentar?
Sim. O cortisol elevado pode estimular o sistema de recompensa do cérebro a buscar alimentos reconfortantes (confort food), intensificando os pensamentos sobre comida.
Exercícios físicos ajudam a diminuir o food noise?
Sim. A atividade física ajuda a regular a sensibilidade à insulina e a liberação de neurotransmissores como a serotonina, que podem ajudar a estabilizar o apetite e o foco mental.
Existe cura para o food noise?
Mais do que uma “cura”, existe o gerenciamento. Através de mudanças na dieta, terapia comportamental e, em alguns casos, medicação, é possível reduzir o ruído a um nível quase imperceptível.

-
Nutrição e Saúde2 anos atrás7 Melhores Whey Proteins para Intolerantes à Lactose
-
Nutrição e Saúde9 meses atrásÁgua com gás: faz mal e quanto se pode consumir?
-
Controle de Peso12 meses atrásDieta Dukan: O Que É, Suas Fases e Cardápio Para Emagrecer
-
Saúde gastrointestinal e emagrecimento1 ano atrásComo Equilibrar os Níveis de pH do Estômago
-
Saúde gastrointestinal e emagrecimento12 meses atrásH pylori: 7 Remédios Naturais
-
Saúde gastrointestinal e emagrecimento11 meses atrásOvernight Oats: o que é, qual seu benefício e como fazer
-
Controle de Peso8 meses atrásXilitol: É Verdade que Faz Mal? Desvendando Mitos e Verdades sobre o Adoçante
-
Saúde gastrointestinal e emagrecimento9 meses atrásPsyllium: para que serve, como tomar e efeitos colaterais