Nutrição e Saúde
Ciclo das Sementes: Como Fazer?
Você já ouviu falar sobre o ciclo das sementes? Essa prática milenar, que tem ganhado cada vez mais popularidade, consiste em consumir sementes específicas em diferentes fases do ciclo menstrual, com o objetivo de equilibrar os hormônios e promover a saúde reprodutiva da mulher.
A crescente busca por alternativas naturais para cuidar da saúde feminina tem impulsionado a procura pelo ciclo da semente. Afinal, seus benefícios potenciais são muitos: regulação do ciclo menstrual, alívio dos sintomas da TPM, melhora da fertilidade e até mesmo o equilíbrio hormonal durante a menopausa.
Neste artigo, vamos explorar em detalhes o que é o ciclo da semente, como ele funciona e como você pode incorporá-lo à sua rotina. Abordaremos as quatro sementes principais utilizadas (linhaça, abóbora, gergelim e girassol), explicaremos como cada uma delas atua nas diferentes fases do ciclo menstrual e daremos dicas práticas para você aproveitar ao máximo os benefícios dessa prática.
Prepare-se para descobrir um mundo de possibilidades para a sua saúde hormonal e reprodutiva!
O que é o Ciclo das Sementes?
O ciclo das sementes é uma prática natural que visa equilibrar os hormônios femininos através do consumo estratégico de quatro sementes principais: linhaça, abóbora, gergelim e girassol. A ideia central é que cada uma dessas sementes possui propriedades únicas que podem auxiliar na regulação dos níveis de estrogênio e progesterona, os dois hormônios chave do ciclo menstrual.
As Quatro Sementes Principais:
- Linhaça: Rica em lignanas, compostos vegetais que possuem propriedades semelhantes ao estrogênio, a linhaça pode ajudar a equilibrar os níveis desse hormônio, especialmente na primeira metade do ciclo menstrual.
- Abóbora: Fonte de zinco, um mineral essencial para a produção de progesterona, a abóbora auxilia na segunda metade do ciclo, quando esse hormônio é predominante.
- Gergelim: Assim como a abóbora, o gergelim também é rico em zinco, contribuindo para a produção de progesterona e o equilíbrio hormonal na fase lútea.
- Girassol: Fonte de selênio e vitamina E, nutrientes importantes para a saúde hormonal, o girassol complementa a ação do gergelim na segunda metade do ciclo.
Como as Sementes Influenciam os Hormônios:

Acredita-se que as sementes atuam de diversas formas no organismo, influenciando os níveis hormonais:
- Equilíbrio do Estrogênio: A linhaça, por exemplo, pode ajudar a modular a ação do estrogênio, evitando tanto a deficiência quanto o excesso desse hormônio.
- Produção de Progesterona: A abóbora e o gergelim fornecem o zinco necessário para a produção adequada de progesterona, essencial para a saúde da fase lútea e a preparação do útero para a gravidez.
- Fornecimento de Nutrientes Essenciais: Todas as quatro sementes são ricas em vitaminas, minerais e antioxidantes que promovem a saúde hormonal e o bem-estar geral.
As Fases do Ciclo Menstrual e as Sementes
O ciclo menstrual é um processo complexo, dividido em duas fases principais, cada uma com suas próprias características e necessidades hormonais. O ciclo das sementes propõe o consumo de sementes específicas em cada fase, para auxiliar no equilíbrio hormonal e promover o bem-estar feminino.
Fase Folicular (do 1º ao 14º dia)
- A importância do estrogênio:
- A fase folicular, que começa com o primeiro dia da menstruação, é marcada pelo aumento gradual dos níveis de estrogênio. Esse hormônio é fundamental para o desenvolvimento do folículo ovariano, que contém o óvulo, e para o preparo do revestimento do útero para uma possível gravidez.
- O estrogênio também influencia o humor, a energia e a libido, tornando essa fase um período de maior vitalidade para muitas mulheres.
- Como a linhaça e a abóbora podem auxiliar:
- A linhaça, rica em lignanas, compostos vegetais com ação estrogênica suave, pode auxiliar no equilíbrio dos níveis de estrogênio, evitando tanto a deficiência quanto o excesso desse hormônio.
- A abóbora, fonte de zinco, um mineral importante para a produção de hormônios, complementa a ação da linhaça, preparando o organismo para a ovulação.
- Nesta fase do ciclo, deve-se consumir uma colher de sopa de linhaça e uma de abóbora.
Fase Lútea (do 15º ao 28º dia)
- A importância da progesterona:
- Após a ovulação, inicia-se a fase lútea, caracterizada pelo aumento dos níveis de progesterona. Esse hormônio é essencial para manter o revestimento do útero estável, preparando-o para a implantação do óvulo fertilizado.
- A progesterona também tem ação calmante, auxiliando no relaxamento e no bem-estar emocional.
- Como o gergelim e o girassol podem auxiliar:
- O gergelim, assim como a abóbora, é rico em zinco, contribuindo para a produção adequada de progesterona. Além disso, é fonte de selênio, um mineral importante para a saúde da tireoide, que também influencia os hormônios reprodutivos.
- O girassol, rico em vitamina E, um antioxidante que auxilia na proteção das células, complementa a ação do gergelim, promovendo o equilíbrio hormonal e o bem-estar durante a fase lútea.
- Nesta fase do ciclo, deve-se consumir uma colher de sopa de gergelim e uma de girassol.
Como Fazer o Ciclo das Sementes:
Incorporar o ciclo da semente na sua rotina é simples e pode trazer diversos benefícios para a sua saúde hormonal. Siga este passo a passo e descubra como aproveitar ao máximo essa prática natural:
Instruções Passo a Passo:
- Conheça seu ciclo: Comece observando seu ciclo menstrual para identificar as fases folicular e lútea. O primeiro dia da menstruação marca o início da fase folicular.
- Prepare as sementes: Adquira sementes de linhaça, abóbora, gergelim e girassol de boa qualidade. Se possível, opte por sementes orgânicas.
- Fase folicular (1º ao 14º dia):
- Consuma diariamente 1 colher de sopa de sementes de linhaça e 1 colher de sopa de sementes de abóbora.
- As sementes podem ser consumidas moídas, adicionadas a smoothies, iogurtes, saladas ou outras preparações.
- Fase lútea (15º ao 28º dia):
- Consuma diariamente 1 colher de sopa de sementes de gergelim e 1 colher de sopa de sementes de girassol.
- Assim como na fase folicular, as sementes podem ser moídas e adicionadas a diversas preparações.
- Continue o ciclo: Ao final da fase lútea, retome o consumo das sementes de linhaça e abóbora, iniciando um novo ciclo.
Dicas e Quantidades Recomendadas:
- A quantidade recomendada é de 1 colher de sopa de cada tipo de semente por dia, em cada fase do ciclo.
- Para melhor absorção dos nutrientes, prefira consumir as sementes moídas.
- Armazene as sementes em local fresco e seco, em recipientes fechados, para preservar suas propriedades.
- É importante lembrar que o ciclo da semente não substitui acompanhamento médico, então caso você possua alguma questão de saúde importante, consulte seu médico.
Sugestões de Receitas Simples e Saborosas:
- Smoothie hormonal: Combine frutas, vegetais, iogurte e as sementes da fase correspondente do ciclo.
- Salada nutritiva: Adicione as sementes moídas a saladas de folhas verdes, legumes e grãos.
- Iogurte com sementes: Misture as sementes moídas ao iogurte natural e adicione frutas frescas.
- Pão de sementes: Incremente a massa do pão caseiro com as sementes da fase correspondente do ciclo.
- Sementes no mingau: Adicione as sementes ao mingau de aveia.
Benefícios Potenciais do Ciclo das Sementes:

O ciclo das sementes tem sido associado a uma série de benefícios para a saúde da mulher, principalmente no que diz respeito ao equilíbrio hormonal e à saúde reprodutiva. Embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar todos os seus efeitos, muitas mulheres relatam melhorias significativas após adotar essa prática.
Regulação do ciclo menstrual:
- O consumo das sementes nas fases corretas do ciclo pode auxiliar na regulação dos níveis de estrogênio e progesterona, contribuindo para ciclos menstruais mais regulares e previsíveis.
Alívio dos sintomas da TPM:
- Muitas mulheres relatam redução dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), como cólicas, alterações de humor, inchaço e sensibilidade nos seios, após iniciar o ciclo da semente.
Melhora da fertilidade:
- O equilíbrio hormonal proporcionado pelo ciclo das sementes pode criar um ambiente mais favorável à concepção, auxiliando mulheres que desejam engravidar.
Equilíbrio hormonal durante a menopausa:
- O ciclo das sementes pode auxiliar na amenização dos sintomas da menopausa, como ondas de calor, insônia e alterações de humor, ao promover o equilíbrio hormonal nessa fase de transição.
Outros benefícios relacionados à saúde da mulher:
- Além dos benefícios específicos para a saúde reprodutiva, o ciclo das sementes pode contribuir para o bem-estar geral da mulher, promovendo:
- Melhora da saúde da pele e dos cabelos.
- Aumento da energia e da disposição.
- Fortalecimento do sistema imunológico.
- Auxílio na diminuição de acne hormonal.
- Melhora no humor.
Considerações Importantes:
Embora o ciclo das sementes seja uma prática natural e promissora, é fundamental ter em mente algumas considerações importantes antes de adotá-lo:
Consulte um profissional de saúde:
- Antes de iniciar o ciclo da semente, especialmente se você tiver alguma condição de saúde preexistente ou estiver tomando medicamentos, é essencial consultar um médico ou nutricionista.
- Um profissional de saúde poderá avaliar sua saúde individual, orientá-la sobre a adequação do ciclo da semente para você e monitorar seus resultados.
O ciclo das sementes não substitui tratamentos médicos convencionais:
- O ciclo das sementes é uma prática complementar e não deve ser utilizado como substituto de tratamentos médicos convencionais.
- Caso você tenha alguma preocupação com a sua saúde hormonal ou reprodutiva, é fundamental buscar acompanhamento médico adequado.
Resultados podem variar de mulher para mulher:
- Assim como qualquer prática natural, os resultados do ciclo das sementes podem variar de mulher para mulher.
- Algumas mulheres podem experimentar melhorias significativas em seus sintomas, enquanto outras podem não notar mudanças tão expressivas.
- É importante ter paciência e persistência, e observar como seu corpo responde ao ciclo da semente.
- Ao seguir essas considerações importantes, você poderá aproveitar ao máximo os benefícios do ciclo da semente de forma segura e consciente.
Ao longo deste artigo, exploramos o fascinante mundo do ciclo das sementes, uma prática natural que pode auxiliar no equilíbrio hormonal e na promoção da saúde reprodutiva da mulher. Vimos como as sementes de linhaça, abóbora, gergelim e girassol, quando consumidas de forma estratégica nas diferentes fases do ciclo menstrual, podem contribuir para a regulação hormonal, o alívio dos sintomas da TPM, a melhora da fertilidade e o bem-estar geral.
Relembramos a importância de consultar um profissional de saúde antes de iniciar o ciclo das sementes, especialmente se você tiver alguma condição de saúde preexistente. É fundamental lembrar que o ciclo da semente não substitui tratamentos médicos convencionais, mas sim complementa um estilo de vida saudável.
Agora, convidamos você a experimentar o ciclo das sementes e observar os resultados em seu próprio corpo. Comece a incorporar as sementes na sua dieta diária, seguindo as orientações apresentadas neste artigo, e preste atenção às mudanças em seu ciclo menstrual, humor, energia e bem-estar geral.
Lembre-se de que cada mulher é única, e os resultados podem variar. Seja paciente e persistente, e permita que o ciclo das sementes se torne um aliado na sua jornada de saúde e bem-estar.

Nutrição e Saúde
Whey Protein e Emagrecimento: Mitos e Verdades sobre o uso em dietas
O uso de suplementos alimentares tornou-se uma prática comum para quem busca melhorar a composição corporal. Entre os itens mais populares, a relação entre Whey Protein e emagrecimento gera inúmeros debates. Afinal, a proteína do soro do leite serve apenas para quem quer “ficar grande” ou pode ser uma aliada estratégica na perda de gordura?
Neste guia completo, vamos desmistificar o uso deste suplemento, explorar a ciência por trás da saciedade proteica e ensinar como você pode integrar o Whey Protein em sua rotina de forma eficiente e segura.
O que é o Whey Protein e como ele age no organismo?
Antes de entendermos a conexão entre Whey Protein e emagrecimento, é fundamental compreender o que é esse produto. O Whey Protein é a proteína extraída do soro do leite durante o processo de fabricação de queijos. Ele é considerado uma proteína de alto valor biológico, o que significa que contém todos os aminoácidos essenciais que o corpo não produz sozinho.
Existem três tipos principais:
- Concentrado: Contém um pouco mais de gordura e lactose.
- Isolado: Passa por processos de filtragem que removem quase toda a gordura e lactose.
- Hidrolisado: Proteína “pré-digerida”, de absorção ultra-rápida.
Whey Protein e Emagrecimento: Como a ciência explica essa relação?
Muitas pessoas acreditam que suplementos de proteína são exclusivos para fisiculturistas, mas a verdade é que o Whey Protein e emagrecimento caminham juntos por diversos fatores fisiológicos.
1. Aumento da Saciedade
A proteína é o macronutriente que mais promove a sensação de saciedade. Quando você consome Whey, o corpo libera hormônios como a colecistoquinina (CCK) e o GLP-1, que sinalizam ao cérebro que você está satisfeito. Isso ajuda a reduzir o consumo calórico total ao longo do dia, facilitando o déficit calórico necessário para a perda de peso.
2. Preservação da Massa Magra
Um dos maiores erros em dietas restritivas é perder músculo em vez de gordura. Manter um aporte alto de proteínas ajuda a proteger o tecido muscular. Como os músculos são metabolicamente ativos, quanto mais massa magra você tem, mais calorias seu corpo queima em repouso.
3. Efeito Térmico dos Alimentos (ETA)
Você sabia que o corpo gasta mais energia para digerir proteínas do que gorduras ou carboidratos? Esse processo é conhecido como termogênese alimentar. Ao priorizar o consumo de proteínas de qualidade, você eleva levemente o seu gasto calórico diário apenas pelo esforço da digestão.
Mitos e Verdades sobre o Whey Protein e Emagrecimento
Existem muitos conceitos errôneos circulando nas redes sociais. Vamos esclarecer os principais:
“Whey Protein engorda?”
Mito. O que engorda é o excesso calórico total. O Whey Protein é apenas uma fonte de proteína. Se ele for encaixado dentro das suas metas diárias de calorias, ele não causará ganho de gordura. Na verdade, por ser baixo em carboidratos (especialmente as versões isoladas), ele é excelente para dietas de baixo índice glicêmico.
“Substituir refeições por Whey emagrece mais rápido?”
Verdade parcial, mas perigosa. Substituir um jantar pesado por um shake de Whey pode reduzir calorias, mas o ideal é que o suplemento complemente a dieta. O excesso de substituições pode levar a deficiências de micronutrientes presentes em alimentos sólidos como vegetais e grãos integrais.
“Só deve ser tomado após o treino?”
Mito. Embora a “janela anabólica” seja famosa, para o objetivo de Whey Protein e emagrecimento, o mais importante é o consumo total de proteína no dia. Você pode tomá-lo no café da manhã para evitar picos de fome à tarde ou como um lanche prático entre reuniões.

Como escolher o melhor Whey Protein para emagrecer?
Se o seu foco principal é a perda de peso, a escolha do tipo de produto faz diferença:
- Prefira o Isolado ou Hidrolisado: Eles possuem menos calorias, menos carboidratos e quase zero gordura.
- Atenção aos Rótulos: Fuja de marcas que adicionam muito açúcar, maltodextrina ou espessantes calóricos.
- Sabor e Versatilidade: Escolha sabores neutros ou baunilha se pretender fazer receitas (panquecas fit, bolos proteicos), o que ajuda a manter a dieta mais saborosa e menos monótona.
Estratégias Práticas para usar Whey Protein na sua Dieta
Para obter o máximo de benefícios na relação entre Whey Protein e emagrecimento, tente estas dicas:
- O Shake de “Emergência”: Mantenha uma dose na bolsa. Isso evita que você recorra a salgados ou fast-food quando a fome apertar na rua.
- Misture com Fibras: Adicionar aveia ou sementes de chia ao seu shake de Whey aumenta ainda mais o tempo de digestão e a saciedade.
- Cozinha Proteica: Use o pó para dar sabor e proteína ao seu iogurte natural ou mingau de aveia.
Conclusão
Entender a sinergia entre Whey Protein e emagrecimento é transformar um simples suplemento em uma ferramenta estratégica. Ele não é uma “pílula mágica”, mas sim um facilitador nutricional que ajuda no controle do apetite, na manutenção dos músculos e na praticidade do dia a dia. Lembre-se: o sucesso do emagrecimento depende de um conjunto de hábitos, incluindo atividade física e acompanhamento profissional.

FAQ – Perguntas Frequentes
Posso tomar Whey Protein mesmo sem treinar?
Sim. O Whey é proteína de alta qualidade. Se você tem dificuldade em atingir sua meta proteica diária através da alimentação sólida, o suplemento pode ser usado mesmo em dias de descanso para manter a saciedade e a saúde muscular.
Qual o melhor horário para tomar Whey visando o emagrecimento?
Não existe um horário “obrigatório”, mas para controle de apetite, consumi-lo no café da manhã ou como lanche da tarde costuma ser muito eficaz para evitar compulsões nas refeições seguintes.
Whey Protein causa retenção de líquido?
Não. Pelo contrário, dietas ricas em proteínas podem ajudar a reduzir o inchaço, pois a proteína auxilia no equilíbrio hídrico do corpo. O que causa retenção geralmente é o excesso de sódio ou carboidratos refinados.
Gestantes ou lactantes podem consumir?
Em geral, sim, pois é uma proteína do leite. No entanto, é indispensável consultar um médico ou nutricionista, pois algumas fórmulas contêm adoçantes ou corantes que podem não ser recomendados.

Nutrição e Saúde
Genética e Obesidade: Como Neutralizar os Genes do Ganho de Peso
Você já sentiu que, por mais que se esforce na dieta e nos exercícios, o ponteiro da balança parece não se mover, enquanto outras pessoas comem de tudo e permanecem magras? Essa frustração é comum e, muitas vezes, a resposta reside na complexa interação entre genética e obesidade.
Embora o estilo de vida seja o fator determinante para a maioria de nós, a ciência moderna comprova que herdamos predisposições que podem tornar a jornada do emagrecimento mais desafiadora. Neste artigo, vamos mergulhar no universo do “gene da obesidade”, entender como ele funciona e, o mais importante, descobrir como a ciência da epigenética permite “silenciar” esses genes através de hábitos estratégicos.
O Que a Ciência Diz Sobre Genética e Obesidade?
A relação entre genética e obesidade não é uma sentença de destino, mas sim um mapa de probabilidades. Estudos indicam que a genética pode ser responsável por 40% a 70% da variação no Índice de Massa Corporal (IMC) em diferentes populações.
Existem mais de 50 genes que têm sido associados ao ganho de peso, mas um deles se destaca: o gene FTO (Fat Mass and Obesity-associated gene). Pessoas que possuem certas variantes desse gene tendem a ter maior sensação de fome, menor saciedade após as refeições e uma preferência natural por alimentos mais calóricos.
Como os Genes Influenciam o Peso?
Os genes influenciam o peso corporal de diversas maneiras:
- Regulação do Apetite: Controlando os hormônios grelina (fome) e leptina (saciedade).
- Taxa Metabólica Basal: Determinando quão rápido seu corpo queima energia em repouso.
- Distribuição de Gordura: Definindo se você armazena gordura preferencialmente na região abdominal ou nos quadris.
- Comportamento Alimentar: Influenciando a busca por “recompensa” através da comida.
O Poder da Epigenética: Neutralizando a Herança Genética
A maior descoberta dos últimos anos é que seu DNA não é o seu destino. A epigenética é o estudo de como comportamentos e o ambiente podem causar alterações que afetam a maneira como seus genes funcionam. No contexto da genética e obesidade, isso significa que você pode “desligar” a expressão de genes ruins através de escolhas conscientes.
1. Alimentação Inteligente para Genes “Lentos”
Se você tem predisposição genética ao ganho de peso, sua dieta deve focar em densidade nutricional. Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam a combater a sinalização deficiente de saciedade causada por variantes do gene FTO.
- Evite: Carboidratos refinados e açúcares, que disparam a insulina e facilitam o armazenamento de gordura em quem já tem tendência.
- Priorize: Vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor), gorduras boas (azeite, abacate) e proteínas magras.
2. O Papel dos Exercícios Físicos
A atividade física é a ferramenta mais poderosa para neutralizar a genética e obesidade. Estudos mostram que o exercício regular pode reduzir o efeito do gene FTO em até 30%. O treinamento de força (musculação) é particularmente eficaz, pois aumenta a massa magra, elevando o metabolismo basal permanentemente.
Estratégias Práticas para Vencer a Predisposição Genética
Para quem luta contra a balança e acredita que o fator genética e obesidade é o grande vilão, aqui estão quatro pilares para retomar o controle:
Controle do Estresse e Cortisol
O estresse crônico eleva o cortisol, um hormônio que sinaliza ao corpo para armazenar gordura, especialmente na barriga. Em pessoas geneticamente propensas, esse efeito é amplificado. Práticas como meditação e sono de qualidade são “moduladores genéticos” essenciais.
Higiene do Sono
A falta de sono altera a expressão de genes ligados ao metabolismo. Dormir menos de 7 horas por noite aumenta a grelina e diminui a leptina, sabotando qualquer esforço dietético.
Crononutrição
Não é apenas o que você come, mas quando você come. Sincronizar suas refeições com o ciclo circadiano ajuda a otimizar a queima calórica e a sensibilidade à insulina, neutralizando falhas metabólicas hereditárias.

A Importância dos Exames Nutrigenéticos
Atualmente, é possível realizar testes de DNA que mapeiam sua relação com a genética e obesidade. Esses testes revelam como seu corpo processa carboidratos, gorduras e até mesmo sua sensibilidade à cafeína.
- Vantagem: Você para de testar dietas da moda e passa a seguir um plano desenhado especificamente para o seu código genético.
- Foco: O objetivo não é mudar o gene, mas mudar o ambiente para que o gene não se manifeste de forma negativa.
Conclusão: Você Está no Controle
A genética e obesidade caminham juntas, mas a ciência nos dá as ferramentas para que o estilo de vida prevaleça. Ter um “gene da obesidade” significa apenas que você precisa ser mais atento e estratégico do que a média, mas não significa que você não possa atingir seu peso ideal.
Ao focar em uma alimentação densa em nutrientes, exercícios de força e manejo do estresse, você cria um ambiente biológico onde seus genes de “magreza” podem prosperar, silenciando aqueles que promovem o acúmulo de gordura.

FAQ – Perguntas Frequentes
Se meus pais são obesos, eu obrigatoriamente serei também?
Não. Embora a genética e obesidade tenham uma ligação forte, o ambiente familiar (hábitos alimentares e sedentarismo) costuma ter um impacto maior do que os próprios genes. Com hábitos saudáveis, você pode evitar a expressão dessa herança.
Qual é o melhor exercício para quem tem o gene da obesidade?
A combinação de exercícios aeróbicos com treinamento de força (musculação) é a mais indicada. A musculação ajuda a alterar a taxa metabólica, combatendo a tendência genética de queimar poucas calorias em repouso.
Existe um exame para descobrir se tenho o gene FTO?
Sim, os testes nutrigenéticos analisam o gene FTO e outros marcadores relacionados ao metabolismo. Eles podem ser feitos através de uma amostra de saliva e ajudam a personalizar a dieta.
Suplementos podem ajudar a neutralizar a genética?
Alguns compostos como a curcumina, o resveratrol e o ômega-3 têm propriedades epigenéticas que podem ajudar a reduzir a inflamação associada à obesidade, mas devem ser usados como complemento a um estilo de vida saudável.

saúde
Creatina: Mitos e Verdades. O Que Dizem os Estudos da USP Sobre Rins, Cabelo e Uso Seguro
Como nutricionista, recebo diariamente perguntas sobre creatina e seus possíveis efeitos nos rins, cabelo e peso. Vou esclarecer definitivamente o que é mito e o que é verdade sobre esse suplemento, baseando-me em uma extensa revisão científica publicada por pesquisadores da USP no Journal of the International Society of Sports Nutrition.

A Creatina Prejudica os Rins?
MITO. Não há evidências científicas de que a creatina cause danos renais em pessoas saudáveis. Segundo o professor Bruno Gualano, da Faculdade de Medicina da USP, existe uma “evidência muito grande de que o suplemento é seguro” para a função renal.
A confusão surge porque os rins eliminam a creatinina (produto da quebra da creatina), e exames laboratoriais podem mostrar níveis elevados dessa substância no sangue. No entanto, isso não significa sobrecarga ou dano renal, apenas que há mais creatina sendo processada pelo organismo. A literatura científica analisada pela USP confirmou que não há efeito negativo da suplementação sobre os rins em indivíduos saudáveis.
Atenção: oriento que pessoas com doença renal pré-existente evitem a creatina ou usem apenas sob supervisão médica rigorosa.
A Creatina Causa Queda de Cabelo?
MITO. Não existem evidências científicas que comprovem que a creatina causa calvície. O mito surgiu de um único estudo realizado em 2009 com jogadores de rugby, que mostrou aumento de DHT (di-hidrotestosterona), hormônio associado à queda capilar.
No entanto, esse estudo tinha limitações importantes: foi pequeno, não avaliou diretamente a queda de cabelo, usou doses muito altas de creatina e seus resultados nunca foram replicados. Um estudo posterior com 45 homens que suplementaram 5 gramas de creatina por dia não encontrou diferenças nos níveis de testosterona total, livre ou DHT em comparação com o grupo placebo.
A tricologista Luciana Passoni explica que “não há evidências de que a creatina, quando suplementada na quantidade correta (de 3 a 5 gramas por dia), cause queda de cabelo”.
A Creatina Retém Líquido e Causa Inchaço?
VERDADE PARCIAL. Na minha experiência clínica, explico aos pacientes que a creatina causa retenção de água dentro das células musculares, não no corpo todo. Esse efeito é fisiológico e benéfico, pois o aumento de creatina nas células musculares atrai água para dentro delas, contribuindo para o aumento do volume muscular.

Não há evidências científicas de que a creatina cause retenção de líquidos em outros órgãos ou inchaço generalizado. Segundo Hamilton Roschel, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP, apesar da “retenção de fluido intracelular”, a literatura mostra que não há efeito negativo sobre a pressão arterial ou acúmulo de líquido fora dos músculos.
A Creatina Engorda ou Aumenta o Peso?
DEPENDE DA PERSPECTIVA. Sempre explico aos meus pacientes que o ganho de peso observado com a creatina não é gordura, mas sim aumento de massa muscular e água intramuscular. A balança pode mostrar de 0,5 a 2 kg a mais nas primeiras semanas devido à retenção hídrica nas células musculares e ao ganho de massa magra.
Para quem busca hipertrofia e desempenho, esse é um efeito positivo. No entanto, para pessoas focadas apenas na perda de peso na balança, pode ser percebido negativamente. É importante entender que a creatina não causa acúmulo de gordura corporal e pode até auxiliar indiretamente no emagrecimento ao melhorar o desempenho nos treinos.
Quais São os Benefícios Comprovados da Creatina?

Com base nos estudos da USP, confirmo diversos benefícios baseados em evidências científicas robustas:
- Melhora do desempenho físico: aumenta força e potência muscular, especialmente em atividades de alta intensidade como musculação, futebol, basquete e vôlei
- Recuperação muscular: reduz inflamação e acelera a recuperação pós-treino
- Ganho de massa magra: favorece o aumento da massa muscular quando combinada com treinamento de resistência
- Segurança comprovada: pode ser usada por adultos, adolescentes e idosos saudáveis
- Benefício para não praticantes: melhora o desempenho muscular mesmo em pessoas sedentárias
Qual a Dosagem Recomendada de Creatina?
Recomendo aos meus pacientes a dose de 3 a 5 gramas por dia para manutenção. Segundo a nutricionista Débora Moreira, da USP, “a dose pode variar conforme as necessidades individuais” e deve ser ajustada com orientação profissional.
Com Fase de Saturação
O protocolo tradicional consiste em uma fase de saturação de 20 gramas por dia divididas em 4 doses de 5 gramas durante 5 a 7 dias, seguida pela dose de manutenção de 3 a 5 gramas diárias.
Sem Fase de Saturação
Pode-se iniciar diretamente com 3 a 5 gramas por dia sem fase de saturação. Os resultados demoram um pouco mais para aparecer (cerca de 3 a 4 semanas), mas o efeito final é o mesmo.
Quando Tomar: Antes ou Depois do Treino?
NÃO FAZ DIFERENÇA. Como o efeito da creatina é cumulativo e a longo prazo, as evidências científicas apontam que não há diferença significativa entre consumir antes ou depois do treino. O importante é manter a consistência diária na suplementação.
Quem NÃO Deve Usar Creatina?
Oriento que a creatina deve ser evitada ou usada com extrema cautela nos seguintes casos:
- Pessoas com doença renal pré-existente ou comprometimento da função dos rins
- Indivíduos com doença hepática (problemas no fígado)
- Gestantes e lactantes (ainda não há evidências clínicas suficientes sobre segurança)
- Crianças (a segurança não foi completamente estabelecida)
- Pessoas com histórico de sintomas gastrointestinais graves
Sempre oriento a consultar um médico ou nutricionista antes de iniciar a suplementação.
Quais São os Efeitos Colaterais Reais da Creatina?
Os efeitos colaterais reais e documentados são mínimos quando a creatina é usada nas doses recomendadas:
- Desconforto gastrointestinal leve: náusea, diarreia ou cólicas em alguns casos, geralmente quando consumida em doses muito altas de uma vez ou sem diluição adequada
- Ganho de peso inicial: devido à retenção hídrica intramuscular (não é gordura)
Efeitos que NÃO ocorrem segundo a revisão científica da USP:
- Não causa câncer
- Não provoca hipertensão arterial
- Não causa câimbras
- Não compromete a fertilidade masculina
- Não é um esteroide anabolizante
A Creatina Precisa de Pausa ou Ciclo?
NÃO É NECESSÁRIO. Diferente de substâncias anabolizantes, a creatina pode ser usada continuamente sem necessidade de ciclos ou pausas. O corpo não desenvolve “tolerância” e não há evidências de que pausas tragam benefícios adicionais para pessoas saudáveis.
Resumo Científico da USP
O estudo coordenado pelos professores Hamilton Roschel e Bruno Gualano, do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da USP, analisou dezenas de trabalhos científicos mundiais sobre creatina. A revisão narrativa publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition confirmou:
Fatos comprovados: a creatina melhora o desempenho físico em atividades de alta intensidade, é segura para adultos saudáveis, adolescentes e idosos, não causa danos renais ou hepáticos em pessoas saudáveis, não provoca câncer, hipertensão, câimbras ou calvície.
Mitos desmentidos: não prejudica os rins de pessoas saudáveis, não causa queda de cabelo, não é esteroide anabolizante, não compromete a fertilidade masculina, e a cafeína não atrapalha sua ação.
Áreas que necessitam mais pesquisa: efeitos terapêuticos específicos, segurança na gestação, doses ideais para efeito cognitivo.
Perguntas Rápidas (FAQ)
Conclusão
Como nutricionista, afirmo com segurança que a creatina é um dos suplementos mais seguros e eficazes disponíveis no mercado, com décadas de pesquisa científica comprovando seus benefícios. Os principais mitos como danos renais e queda de cabelo foram categoricamente desmentidos pela revisão científica da USP. Quando usada na dosagem adequada (3 a 5 gramas diárias) por pessoas saudáveis, a creatina oferece benefícios reais para o desempenho físico, recuperação muscular e ganho de massa magra, sem os riscos alardeados pela desinformação.
CITAÇÕES SOBRE A PESQUISA DA USP SOBRE CREATINA
Prof. Bruno Gualano (Faculdade de Medicina da USP)
“Existe uma evidência muito grande de que o suplemento é seguro para a função renal em pessoas saudáveis.”
Fonte: Jornal da USP – “Verdades e mitos sobre a creatina: estudo mostra o que já existe de evidência científica”
Link: https://jornal.usp.br/ciencias/verdades-e-mitos-sobre-a-creatina-estudo-mostra-o-que-ja-existe-de-evidencia-cientifica/
Data de Publicação: 22 de janeiro de 2025
Prof. Hamilton Roschel (Escola de Educação Física e Esporte da USP)
“Apesar da retenção de fluido intracelular, a literatura mostra que não há efeito negativo sobre a pressão arterial ou acúmulo de líquido fora dos músculos.”
Fonte: Jornal da USP – “Verdades e mitos sobre a creatina: estudo mostra o que já existe de evidência científica”
Link: https://jornal.usp.br/ciencias/verdades-e-mitos-sobre-a-creatina-estudo-mostra-o-que-ja-existe-de-evidencia-cientifica/
Data de Publicação: 22 de janeiro de 2025
Nutricionista Débora Moreira (USP)
“A dose pode variar conforme as necessidades individuais e deve ser ajustada com orientação profissional.”
Fonte: Revista Veja – “Nem problemas renais, nem queda de cabelo: veja os mitos e verdades sobre a creatina”
Link: https://veja.abril.com.br/saude/nem-problemas-renais-nem-queda-de-cabelo-veja-os-mitos-e-verdades-sobre-a-creatina/
Data de Publicação: 21 de janeiro de 2025
Citações de Especialistas Externos
Dra. Luciana Passoni (Tricologista)
“Não há evidências de que a creatina, quando suplementada na quantidade correta (de 3 a 5 gramas por dia), cause queda de cabelo.”
Fonte: CNN Brasil – “Creatina causa queda de cabelo? Especialistas respondem”
Link: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/creatina-causa-queda-de-cabelo-especialistas-respondem/
Data de Publicação: 28 de julho de 2025
Sobre o Estudo Principal
Título da Pesquisa: Revisão narrativa sobre mitos e verdades da creatina
Publicação: Journal of the International Society of Sports Nutrition
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) – Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição
Coordenação: Prof. Hamilton Roschel e Prof. Bruno Gualano
Escola: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE-USP)
Link da Notícia USP: https://jornal.usp.br/ciencias/verdades-e-mitos-sobre-a-creatina-estudo-mostra-o-que-ja-existe-de-evidencia-cientifica/
Link EEFE-USP: https://www.eefe.usp.br/clipping/verdades-e-mitos-sobre-creatina-estudo-mostra-o-que-já-existe-de-evidência-científica
Fontes Científicas Adicionais
Sobre Segurança Renal:
- Olhar da Saúde – “Mito ou verdade: creatina sobrecarrega os rins?”
Link: https://www.olhardasaude.com.br/mito-ou-verdade-creatina-sobrecarrega-os-rins/
Data: 27 de maio de 2025
Sobre Queda de Cabelo:
- Terra – “Um novo estudo esclarece a suposta relação entre creatina e calvície”
Link: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/um-novo-estudo-esclarece-a-suposta-relacao-entre-creatina-e-calvicie,fb2974310aa1f536bfc10e8afad6df7d8o2ipw24.html
Data: 29 de maio de 2025
Sobre Efeitos Colaterais:
- Integral Médica – “Efeitos colaterais da creatina: entenda o impacto no organismo”
Link: https://blog.integralmedica.com.br/efeitos-colaterais-da-creatina/
Data: 21 de outubro de 2024
Sobre Suplementação e Efeitos:
- RBNE – “Suplementação de creatina e possíveis efeitos colaterais”
Link: https://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/58/0
Data: 7 de janeiro de 2012
Principais Conclusões Citáveis do Estudo USP
- “A creatina melhora o desempenho físico em atividades de alta intensidade e é segura para adultos saudáveis, adolescentes e idosos.”
- “Não há evidências científicas de que a creatina cause danos renais, calvície, câncer, hipertensão ou comprometimento da fertilidade masculina em pessoas saudáveis.”
- “A retenção hídrica causada pela creatina ocorre dentro das células musculares, não provocando inchaço generalizado no corpo.”
- “A creatina pode ser usada continuamente sem necessidade de ciclos ou pausas, diferente de substâncias anabolizantes.”
Fonte de todas as conclusões: Jornal da USP e Revista Veja (Janeiro 2025)
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